terça-feira, 13 de janeiro de 2009

SEDE DO TUPI SERÁ COLOCADA A VENDA HOJE

O Presidente do Tupi, Áureo Fortuna, convocou por carta os associados do Galo para uma Assembleia, à realizar-se, hoje às 19 hs, na sede do centro. Já achei estranho ele não me ligar para pedir para a convocação ser publicada gratuitamente no JF HOJE, como fez na época em que ele foi candidato a presidência do Galo, no que foi prontamente atendido. Realmente não entendi. Poderia ter pedido até mesmo ao César Romero que também colocaria de graça, conforme me disse o Guilherme Horta. Acho que todos os sócios e torcedores do Galo deveriam ser chamados para opinar. Melhor dizendo, toda a cidade deveria estar sabendo da intenção do Áureo em vender s Sede do Tupi.

Já, de antemão (é assim na nova ortografia?) aviso: sou contra e, por isso, já notifiquei extra-judicialmente o Presidente Áureo Fortuna . Dizem que quem está com interesse em adquirir o imóvel do centro da cidade ( o melhor terreno comercial de Juiz de Fora) seria o empresário boa praça Edson Alvim . Ele já teria até mesmo alugado uma pequena sala do clube para "fincar raízes".

O Tupi não deve quase nada diante de seu patrimônio. Não precisa vender nada. Precisa é de um bom advogado para defender o patrimônio do clube das ações no mínimo "sem vergonha". Em outras palavras: ações duvidosas do ponto de vista ético e que visam somente a destruição do clube. A sociedade deve se rebelar e não deixar que o clube acabe de vez. Se essa venda acontecer, o Tupi morre. Lembram quando venderam A sede do Botafogo em General Severiano? O clube carioca quase desaparece.
Deve também o clube procurar as instituições públicas e acertar o passivo fiscal (INSS, Receita Federal e Estadual), propor parcelamento da dívida de acordo com a Lei e, dai em diante, se modernizar para ganhar títulos, mas sem precisar trair a a estória do clube ao não dilapidar o seu patrimônio. Quero ver a torcida o que vai fazer e dizer.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O clamor dos bairros

São muitas as cartas e mensagens eletrônicas, para não se falar dos telefonemas que o jornal recebe diariamente, em sua maioria formulando queixas e pedindo providências para melhorar a vida das pessoas que vivem nesta cidade. Procuro, tanto quanto possível, tomar conhecimento dessas manifestações. Os apelos são realmente inúmeros e frequentes, o que leva alguns colegas a lamentar seu conteúdo: só se fala em coisas ruins, nunca se elogia, raramente se exalta o que é bom. Ainda bem, digo eu, com o meu otimismo de sempre. Enquanto o mal e o mau forem notícia, e portanto novidade, teremos razão para festejar. Pior se chegarmos a um dia em que o ruim seja tão comum que nem mereça mais ser notícia.
Mas nada disso remove a preocupação com a situação de vários bairros da cidade, de onde procede a quase totalidade das queixas que pedem a intervenção e o apoio do jornal. E é sobre isso que quero falar hoje, impressionado com os problemas enfrentados pelos moradores, não apenas nestes dias de muitas chuvas e dos problemas que elas arrastam. São dificuldades que se perenizam.
Não sei se devíamos ter uma secretaria que cuidasse de criar e executar políticas específicas para os bairros. Confesso desconfiar das estruturas administrativas repletas de órgãos, porque eles acabam caindo na inércia. Seja como for, é preciso que se promova uma ação corajosa em relação à periferia, a começar pelos pontos mais distantes, que são, invariavelmente, os mais pobres. E é onde, salvo algumas exceções, nada se pede que custe fortunas à prefeitura. Os moradores querem o esgoto tratado, o lixo recolhido, sua rua calçada. Perceba-se que os bairros nunca pleiteiam obras de envergadura. O que querem são serviços de manutenção. Nada que seja capaz de provocar sangria no orçamento do município.
Talvez oferecesse bons resultados um sistema de ações integradas entre as secretarias afins, obedecendo-se a um calendário preocupado com eficiência e resultados.
É apenas uma idéia, que sinto respaldada no volume de preocupações que chegam dos bairros, muitos deles filhos mal formados dos loteamentos irregulares e invasões, e desse passado vêm trazendo suas dificuldades.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Nada muda sob o sol de Minas

De quando em vez, ocupo-me de rever as coisas que andei escrevendo no passado, para saber o que mudou, se é que mudou. Também para aferir se algo contribuiu para que eu mude de idéia, e é o que me leva a um outro tipo de capricho: vou no aniversário de meus artigos, como fiz em relação ao texto que publiquei em 12 de janeiro de 2008. Está lá:

“Dentro de algum tempo, quando a lama poluidora acabar de escorrer e as chuvas forem embora, tudo voltará àquela normalidade que contempla a impunidade.”

“Há todo um jogo de falsidades que em ocasiões como esta se pratica sobre a população. Querem ver outro exemplo? Toda vez que ocorre um acidente como o que se abateu sobre a região de Miraí, os órgãos de defesa ambiental mandam seus técnicos sobrevoarem a área afetada, para depois elaborarem relatórios inúteis, condenados a permanecer engavetados ad perpetuam. Por que não se cuidou de sobrevoar a região antes, para agir preventivamente?”

Ve-se que, passados dois anos, o cenário dos estragos causados pelas chuvas é o mesmo. Mais distante ainda, fui ver o tema de minha conversa com os leitores nesse mesmo dia em 2007. Reedito:

“Ainda não atinei para os objetivos, se é que existem, da decisão do governo do Estado de criar a Secretaria Extraordinária de Reforma Agrária, confiada a Manoel Costa, um político sempre pronto a participar da administração pública. Ainda há pouco era secretário de Turismo, e, passando agora para a reforma agrária, devo confessar que desconhecia suas aptidões para servir ao povo mineiro em campos tão diferentes. As disputas e a ocupação de terras, que ocorrem em todos os lugares, não chegam a constituir problema dos mais sérios em Minas. As refregas isoladas de que se tem notícia e a distribuição de áreas para cultivar nunca me levaram a supor que justificassem a criação de mais uma secretaria com tal estrututa administrativa.”

Passados dois anos, também aí permanece minha dúvida. Por que uma secretaria, com toda uma custosa estrutura, sem necessidade, torrando o dinheiro do contribuinte?

Continuo esperando que os governos me façam mudar de idéia.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Reforma que não avança

Seria pitoresca, não fosse trágica, a confusa trajetória da reforma política brasileira, assunto a que nossas lideranças vêm dando trato há uns vinte anos, com raros avanços e muitos retrocessos. O misto de trágico e pitoresco é que sempre se encontra uma razão forjada para o adiamento de decisões. Ainda agora, é engraçado ler que essa reforma, a mais importante de todas, e por isso devia ser a mais urgente, não progrediu no ano passado porque era ano e eleição, e nem progredirá neste 2009 porque estamos em ano que antecede a escolha do novo presidente da República. Não haverá como dar atenção especial às mudanças exigidas pela organização política. O que dizer, então, de 2010, quando se elegerá o presidente?

Esses argumentos, sempre repetidos, indicam que jamais haverá reforma, porque eleição há de dois em dois anos, e sempre a desculpa esfarrapada. Esquisito esse contra-senso, porque, na verdade, o processo eleitoral é que devia estimular e apressar a reforma que diz respeito a ele.

Acredito, cada vez mais firmemente, que essa é uma daquelas matérias que não evoluem, apesar de sua imensa importância, exatamente porque poucos a desejam sinceramente, embora todos afirmem fazer fé nela. Em um ou outro aspecto, o que for mudado no arcabouço da estrutura político-partidária fere interesses. E como no antigo sistema cada congressista tem um aspecto que lhe agrada mais, como também abomina outros, acaba que a reforma desagrada no geral. Condenada a envelhecer nas gavetas.

Velho assunto esse. Lembro-me que na década de 80 o Congresso já dispunha de pareceres do senador Francelino Pereira, favoráveis a alguns dos itens mais relevantes, tratando de questões essenciais, dessas que nem comportam maiores divergências. Pois nem essas conseguiram romper o desânimo dos congressistas.

Diz-se, agora com frequência, que a reforma chegou a tal estágio de desinteresse, que qualquer progresso em relação a ela fica apenas na dependência da boa vontade do presidente da República. Nesse caso, surge outra dúvida: até que ponto ele a deseja? e, se a desejar, quando vai dar o sinal verde?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ônibus, um serviço compatível

Uma recente decisão da prefeitura, tomada em momento de transição administrativa, denunciou o antigo modelo de exploração do serviço de transporte coletivo, ao mesmo tempo em que se anunciou futura abertura de concorrência pública para que tal serviço fosse contratado sob novas bases. Há mais de ano, talvez pouco menos, tenho me batido por um estudo profundo e sério sobre os ônibus na zona urbana, não propriamente por questionar a qualidade do transporte oferecido à população de Juiz de Fora, que se não está entre os melhores do País, também não figura entre os mais dignos de críticas. Meu questionamento se referia, principalmente, à intimidade com que o então prefeito Alberto Bejani discutia e acertava interesses comuns com empresários do setor. O que, aliás, como é do conhecimento geral, acabou virando caso de polícia.
Quando chegar o momento de se reverem as planilhas, e não se sabe exatamente quando isso deverá ocorrer, é preciso que alguns pontos sejam tratados com critério e seriedade. Quanto ao primeiro ponto, para nos preservar dos graves equívocos morais que assistimos no ano passado, exige-se muita transparência na condução dos entendimentos entre as autoridades e os transportadores. Com tudo às claras, a sociedade organizada pode fiscalizar e defender seus interesses.
Outra questão a se observar é que a fixação da tarifa não deve ser pautada sob a ótica das conveniências políticas nem demagógicas. O serviço de ônibus haverá de ser o melhor possível, mantido com base em tarifa compatível com a média salarial dos usuários. De que adiantaria um serviço de altíssima qualidade, portanto muito caro, se não há quem possa financiá-lo? Impõe-se, ainda, considerar que um serviço de alta relevância, absolutamente indispensável, tem de privilegiar o interesse da comunidade que dele não pode abrir mão.

CUSTODIO APLICA MAIS UM CALOTE E NÃO PAGA EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO E DE PUBLICIDADE

Em reunião realizada na Prefeitura, o Secretário Rodrigo Barbosa, comunicou oficialmente às empresas de publicidade e de comunicação que, por ordem do prefeito Custódio Mattos, as dívidas vencidas não serão honradas e que não existe data para equacionamento do passivo. Estavam presentes à reunião todos os jornais, televisões e rádios, além das empresas de propaganda de Juiz de Fora. Em outras palavras: Mais um CALOTE !!!

O silêncio foi absoluto, salvo do Diretor da TVE, Ericson Aragão, que de forma objetiva disse que entregou o produto e que por esse exclusivo critério deveria receber o que é devido . Para boa parte das empresas é fundamental receber o que a prefeitura não quer pagar. No entanto, a desculpa da administração tucana-bejanista é de que o Tribunal de Contas do Estado está investigando especificamente dívidas de publicidade do município e, que por isso, suspendeu os pagamentos.

Que bobagem esperar por parecer do Tribunal de Contas! É só perguntar aos tucanos-bejanistas Suley Reis e Victor Valverde. Eles sabem de tudo, pois foram companheiros inseparáveis e membros do primeiro escalão do governo Bejani . Ninguém melhor do que eles para informar como tudo aconteceu. Eles sabem exatamente como se operava na administração Bejani. Vitor Valverde operava tanto que ficava esgotado e por esse motivo, para descansar nos finais de semana, dizem que construiu a maior mansão de Ibitipoca. Vou dizer e repetir : essa "administração" tucana-bejanista não vai muito longe... As práticas e os professoress são os mesmos...

Em tempo: alguém poderia me dizer o que Custódio fez para defender os empregos perdidos pelos trabalhadores da Mercedes, Votorantim e Belgo? O "governo " tucano-bejanista poderia antecipar o seu plano de criação de empregos tão prometido. A coisa tá ficando feia.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CUSTODIO: MENTIRA, CALOTE E DINHEIRO NO LIXO

O prefeito Custódio anunciou que "vendeu" a administração das contas da Prefeitura ao Banco do Brasil. Vamos, primeiro, explicar do que se trata essa "venda" : o mercado financeiro ( bancos ) disputa com apetite a administração do dinheiro das prefeituras, o que significa, por exemplo, no caso de Juiz de Fora, fazer o pagamento de salários aos milhares de servidores municipais. E por que os bancos pagam milhões para terem direito de administrar nossos impostos? Porque, simplesmente, eles terão a oportunidade de vender seus produtos, não só para a prefeitura, mas para os milhares de funcionários, tais como seguros, empréstimos e, obviamente, aplicações financeiras, operações que farão o banco que "comprou" as contas recuperar todo o investimento pago à Prefeitura para administrar os dinheiros públicos.
Assim tem acontecido em todo o Brasil, ou seja, as prefeituras conseguem mais uma nova e excelente fonte de recursos, "vendendo" aos bancos o direito de administrar o dinheiro do povo. Agora, vamos ao caso especifico de Juiz de Fora, onde mais uma vez a "operação de venda ", como na época de Bejani, foi conduzida de forma irresponsável e realizada sob a mais absoluta incompetência de Custódio Mattos. E porque digo e afirmo que o prefeito mentiu ao anunciar o valor negociado com o Banco do Brasil e porque essa desastrada operação causou prejuízo de milhões de Reais à Prefeitura? Vamos aos fatos:
1) A MENTIRA : de fato, Custódio vendeu a conta da Prefeitura por R$ 23 milhões, mas só deixou de dizer que a prefeitura terá de devolver R$ 13 milhões ao Banco Itaú. Portanto, o valor líquido que o município devia receber em seu caixa seria de R$ 10 milhões e não R$ 23 milhões como anunciou o prefeito;
2) O CALOTE : Custódio, em sua declaração de incompetência, comunicou à população que "nosso propósito é que a devolução dos recursos (ao Itaú) aconteça a longo prazo " (calote). Em outras palavras, o prefeito, apoiado financeiramente por grandes empresários da cidade e acostumado a receber e gerir recursos sujos ( Custódio recebeu R$ 25 mil do corrupto Marcos Valério) , o dito "defensor da moralidade pública" já começa sua administração aplicando calote no mercado.Vamos ver como vai se comportar com as dívidas junto aos hospitais particulares e empresas credoras da prefeitura.
3) MILHÕES NO LIXO : quando Bejani negociou diretamente com o Itaú, denunciei que a operação era ilegal e prejudicial ao município, uma vez que, em primeiro lugar, era obrigatória a licitação, e a falta desta causaria milhões de Reais de prejuízo, dado que as contas da prefeitura valem, segundo avaliação do próprio mercado financeiro, cerca de R$ 50 milhões. Não deu outra, ou seja, Juiz de Fora perdeu milhões. Mas não é que o Custódio teve o mesmo "surto de inteligência" e copiou o Bejani? Em outras palavras, também não fez oferta pública para ver que banco pagaria maior valor para administrar as contas da PJF, preferindo entregá-las, sem concorrência, ao Banco do Brasil, ao contrário de 99% das cidades do país que fazem licitação. Segundo o prefeito a Lei permite que não seja realizada a licitação quando a operação é realizada com banco estatal. Há controvérsias. Renomados juristas brasileiros consideram ilegal a falta de licitação. Legal ou ilegal, o inacreditável, o principal não foi dito: não realizando a licitação a prefeitura jogou fora mais de R$ 25 milhões, preço do hospital prometido na campanha e que, será "construído" na Zona Norte (de acordo com Custódio o hospital será erguido em 24 meses. Portanto, faltam 23 meses e três semanas para a entrega da obra...)
Em resumo: incompetência e absoluta falta de conhecimento de gestão financeira do atual prefeito causaram prejuízo, no mínimo de R$ 25 milhões ao povo de Juiz de Fora. Inacreditável!!!
A incompetência do Custódio já era conhecida da população, particurlarmente pelo ex Prefeito Tarcisio Delgado (que saudades...) que nunca se cansou de dizer que ele havia quebrado a Prefeitura. Mas daí a jogar dinheiro no lixo e dar calote, são as primeiros novidades da administração "tucana-bejanista".