quarta-feira, 6 de maio de 2009

PREFEITO DIVIDE LIDERANÇAS. PROFESSORES RESISTEM

A tática, como já disse em artigo anterior, de dividir para enfraquecer está dando certo. Vitor "Vitória" Valverde já acertou benesses com certas "lideranças" e, assim não deve haver paralisação dos servidores municipais. Os valores e percentuais propostos, como eu já havia anunciado, serão aceitos. São migalhas, já previstas no planejamento do fluxo de caixa da prefeitura. Óbvio que o anúncio de reajuste zero serve, antes de mais nada, como instrumento de negociação. Em outras palavras, oferece-se zero, para acertar, posteriormente, migalhas previamente aprovadas pelo prefeito mensaleiro.

Com os professores a conversa é diferente. Ninguém se vende. A greve continua

Em face do "sucesso" da estratégia do prefeito, grande parte do seu secretariado , com largos sorrisos, comemorava o sucesso da estratégia em animado almoço na churrascaria Chimarron, onde a refeição custa R$ 50 por pessoa. Valor do aumento que os servidores vão receber por um ano de trabalho.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Falta mulher nas tribunas

São as mais diferentes e às vezes exóticas as ideias que surgem para tornar a população feminina mais participante da atividade política brasileira, notadamente do processo eleitoral, onde ela continua presente em números modestíssimos. Agora, o mais recente projeto em tramitação no Congresso que nesse campo se discute quer que as listas de candidatos em eleição proporcional se faça da seguinte maneira: de cada três nomes escolhidos o seguinte é do gênero contrário. Toda vez que uma lista tiver três homens seguidos, o nome seguinte será obrigatoriamente de mulher. O que pouco altera em relação à legislação vigente, que contempla as candidatas com 30% das vagas.
No domingo, a questão da baixa representação da mulher nos parlamentos foi lembrada, porque o 3 de Maio marca o dia em que o Brasil adotou o voto feminino, acatando-se o direito de elas ajudarem o País a definir e preservar suas instituições. Elas já haveriam de começar com a grave responsabilidade na formação da Assembleia Nacional Constituinte. Mais tarde, elas e todos os brasileiros tiveram o direito do voto cassado pela ditadura, parte da História que ninguém desconhece.
Pois a data teria sido muito bem lembrada por outra realidade, esta mais sensível. O que quero dizer é que o desinteresse feminino não é uma questão de vagas ou de lei que lhe garanta tantos por cento nas chapas. O que pode motivar esse contingente desinteressado são princípios e métodos políticos compatíveis com o patrimônio ético e moral que as mulheres vieram construindo ao longo dos tempos, em muitos aspectos conflitante com os vícios que a maioria masculina criou. Por não comprender isso, nossa sociedade continua devendo à mulher um lugar de destaque na condução dos assuntos de governo. Não diria que esse reconhecimento se deve apenas ao fato de elas atualmente representarem 51% da população, o que já é um dado significativo, mas porque têm demonstrado suficientemente que são excelentes gestoras dos negócios de governo e emprestam à administração pública o vigor de antigos valores morais que souberam preservar.
Eis o porquê de eu não colocar fé nessa excessiva preocupação com a questão da proporcionalidade feminina no Congresso. O problema não são as vagas nos partidos, mas o conteúdo na política.
O.P.

ANTONIO CARA DE PAU ANDRADA

Só mesmo a elegância do Wilson Cid, para de forma contundente, destruir a "argumentação" cretina do sr. Antonio Carlos Andrada, ao afirmar que "não levou muito tempo com o processo em que Bejani era questionado sobre o contrato da prefeitura com o Grupo Sim.

Pois , desse mesmo processo que "Toninho cara de pau Andrada foi indiciado pela Policia Federal por formação de quadrilha.

Parabéns ao Wilson Cid , que transcreveu (*) a nota de imprensa do "conselheiro" e, ao mesmo tempo destruiu o cidadão.

* com participação de Omar Peres

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Autonomia complicada

Além dessa ideia separatista do Sul de Minas, que não deverá ter condições políticas para prosperar, ouvem-se aqui e em outros estados movimentos semelhantes de desagregação municipal, onde distritos e vilas querem sair do território de que fazem parte, constituindo-se em novas unidades administrativas. Não desconheço que as aspirações dessa natureza já nascem condenadas ao fracasso, mas acho que, ainda assim, mesmo capitulando, essas campanhas tornam-se corajosas e muito úteis, porque são a voz do descontentamento a que em geral as comunidades são condenadas pelos governantes. Não só governadores, que preferem relegar o interior, mas também nossos prefeitos, que frequentam os distritos para ganhar seus votos e depois os abandonam.

Mas é oportuno advertir que na maioria das vezes a separação acaba frustrando ainda mais a pretendida autonomia. Novos estados e novos municípios não conseguem prosperar só porque ganharam um pouco de independência administrativa, pois para tanto é preciso muito mais, um conjunto de fatores associados.

Não é preciso sair de Minas para se conhecer o exemplo de impropriedade que devia ser considerado pelos demais estados, de onde nos é dada notícia de que está em curso a criação de uns oitocentos novos municípios, espalhados por esse Brasil afora. Menos o estado do Rio de Janeiro, nos demais pensa-se nas emancipações, com raros casos justificáveis. O que ocorreu entre nós, nas três últimas décadas, e não haveria de ser diferente no resto do Brasil, é que apenas políticos ambiciosos e de visão estreita saíram ganhando na aventura da emancipação. Perderam os distritos e povoados que se transformaram em municípios, como também perderam as antigas sedes. Ao empobrecimento de alguns nem se seguiu a compensação do enriquecimento de outros, uma realidade que poucos casos seriam capazes de desmentir.

O mapa mineiro, certamente o mais pontilhado do Brasil, é paisagem de antigos arraiais que ganharam prefeitura e câmara de vereadores, e agora sobrevivem das cotas miseráveis do Fundo de Participação. Ainda hoje, seus prefeitos estão gritando por socorro. E Brasília não os ouve. São pequenos e sua voz não chega aos gabinetes oficiais.







O.P.

domingo, 3 de maio de 2009

Responsabilidade ambiental

Não sei se por ainda guardar na retina a cena de destruição do terremoto que há dias fui conhecer em Áquila, ou também porque a questão universal dos nossos dias está na reorganização do modelo de convivência com a natureza, fato é que ainda me preocupo com os contingentes humanos que conferem interesse nenhum aos desafios ambientais, cujo volume a gente nem sempre consegue detectar. O planeta se mostra incomodado com o processo de corrosão dos recursos que a natureza nos confiou, e eu, mesmo quando ainda distante, do outro lado do Atlântico, fiquei me perguntando se neste País, em nossa cidade, já assumimos suficiente conscientização sobre os problemas que nos desafiam, além de outros que, sendo universais, nos afligem igualmente, embora sobre eles não possamos ter controle. De fato, ainda nos falta compreensão suficiente. E quando se trata da cidade, onde as consequências a gente sente na pele, observamos que nunca as preocupações nesse campo tiveram justa dimensão. O que temos limita-se a ações isoladas, geralmente partidas de instituições privadas, sem uma proposta global, no sentido da extensão desejada.

Já passa do tempo de estabelecermos, como base de uma política ambiental, as prioridades que devam ser tratadas de imediato. Sugiro duas: as encostas e o rio Paraibuna, sempre carentes de atenção, a não ser em dias de acidentes ou nos momentos emergencias. Vale, então, perguntar: quais são os olhares da cidade para o seu solo, o ar e suas águas?

É preciso, contudo, que a comunidade cobre isso dos poderes constituídos: leis do Congresso e das câmaras; do Executivo, o dever de cumpri-las, do Judiciário, a cobrança. Esses poderes sabem o que fazer para salvar o planeta, na cota que couber ao Brasil.

E quanto à cidade, aproveitemos que está se iniciando o processo de revisão da Lei Orgânica do Município para ver o que temos de melhorar para preservar o nosso meio ambiente. Há sempre muita coisa a fazer.

MEEEEENGO !!! TRI-CAMPEÃO !!!


VALEU MENGÃO!!!

sábado, 2 de maio de 2009

SERRA E ITAMAR

Já começa a ser articulada pelo tucanato paulista (e de todo o sul do país) a reedição, moderna e contemporânea da famosa aliança do "café com leite" . Em outras palavras, a formação da chapa SERRA-ITAMAR. O tucano vence, no primeiro turno, com Itamar de Vice. Serra representa o poder economico e politico e, Itamar o voto de mais de 12 milhões de eleitores mineiros .

Além disso, a ilibada reputação de Itamar reforça a imagem de administrador de Serra. Dupla e conceitos praticamente imbatíveis e desejados por toda a sociedade.

Caso não seja Vice do tucano, Itamar pode se lançar candidato ao governo de Minas. Seu nome aparece muito forte em todas as pesquisas. Nesse caso, sobraria mais uma vaga para Senador. Uma já está ocupada por Aécio Neves.