O que proponho :
1) criação de um comitê supra-partidário, formado por políticos com representatividade e liderança (Tarcisio Delgado, Mello Reis, Custódio Mattos, Júlio delgado, Marcos Pestana, Paulo Delgado, Bruno Siqueira, Margarida Salomão, Presidente da Câmara de Vereadores), por empresários e, principais empresas da cidade (Esdeva, Acelor, UeM, Paraibuna etc.), pela UFJF (Reitor e Diretores das faculdades de economia, sociologia e arquitetura), e um representante do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais - BDMG. O comitê teria como Presidente de Honra, o Senador Itamar Franco e, como Coordenador Geral, o prefeito do município;
2) a principal função do comitê seria a elaboração, com prazo determinado, de um projeto de desenvolvimento economico para a cidade, onde se reconheça os principais problemas economicos, fiscais, administrativos e urbanísticos do município, com a consequente apresentação de propostas para suas soluções;
3) Com documento pronto e , com base na representatividade do comitê, as propostas e soluções para a retomada do desenvolvimento de Juiz de Fora, seriam apresentadas à sociedade e ao Governo de Minas;
4) Em seguida, o comitê, sempre liderado pelo Senador Itamar Franco, iria à todos os principais orgãos de fomento e financiamento do governo federal, com a função de reivindicar a execução das propostas do projeto de revitalização economica e, administrativa do município de Juiz de Fora.
5) Caberia também ao Comitê, além da apresentação e, das demandas aos orgãos de fomento, financiamento e, investimentos públicos ( ministérios que possuem dotação orçamentarias para aplicação em obras, além do BNDES), a realização de seminários nas Confederações das Industrias de São Paulo e, nos principais países que investem no Brasil, tais como Alemanha, França, Inglaterra, EUA e Japão, mostrando e "vendendo" Juiz de Fora, a cidade que está mais próxima dos principais centros consumidores do Brasil, além de diversos outras vantagens ,vis-à-vis, os demais municípios de porte médio do país. Devemos sempre lembrar que o produto que mais sobra, hoje, no mundo, é o dinheiro ! O que falta aos investidores nacionais e estrangeiros, ávidos por negócios, são bons projetos.
6) Os Deputados eleitos e o Senador Itamar Franco, se comprometeriam a fazer uma única emenda orçamentária, cujos recursos somados alcançam, para os próximos 4 anos, algumas dezenas de milhões de Reais. Esse dinheiro seria canalizado para as principais obras determinadas pelo comitê;
7) Por fim, o comitê teria a função de cobrar , permanentemente, dos orgãos federais e estaduais a liberação dos recursos para a execução das obras e projetos concebidos pelo estudo do comitê. Em outras palavras, quando, hipoteticamente, o Ministério das Cidades, aprovasse o financiamento da despoluição do Paraibuna, caberá ao comitê acompanhar e, exigir o bom andamento da liberação dos recursos e, execução do projeto.
Se me fosse pedido opinião e, sugestões para solucionar os principais e mais graves problemas da cidade , sem ordem de importância, pois são todos fundamentais para o futuro da cidade, eu citaria e, pediria que fossem incluídos no estudo, neste momento, seis projetos:
1) TRANPARÊNCIA NAS CONTAS PÚBLICAS
As práticas contábeis e administrativas do setor público brasileiro, tem como objetivo, em primeiro lugar, esconder as contas públicas ! Ou, no mínimo, sofisticar sua leitura com a prática de linguagens , declarações e relatórios herméticos, cujo objetivo é dificultar a compreensão de quem paga a conta: o contribuinte, o simples cidadão.
A mesma satisfação que o contribuinte deve ao Estado, o Estado, na mesma proporção, deve ao contribuinte. E, pela falta de informação do que faz o administrador público com o dinheiro de nossos impostos, somos obrigados a conviver com o disperdicio, com a corrupção, com o nepotismo , sem nunca sabermos onde, efetivamente, nosso dinheiro está sendo investido e aplicado. Isso não ocorre somente em Juiz de Fora. É em todo o Brasil. Em Juiz de Fora, o caso de empreguismo na AMAC, praticado por todos os prefeitos, é emblemático.
Como seria transmitido à população as informações dos gastos públicos da prefeitura ?
No carnêt do IPTU demonstrando, percentualmente, o quanto será investido pela prefeitura, no ano, com o pagamento da folha, no custeio da saúde e da educação, e nos demais investiment.
Além disso, o prefeito se comprometeria a eliminar 90 % dos cargos de confiança e, probindo, por Lei, a contratação de pessoal sem concurso público
Trata-se, portanto, de TRANSPARÊNCIA com os dinheiros de nossos impostos, uma nova forma de administração pública. Só assim, a população saberia e restauraria a confiança em suas lideranças politicas.
2) IMPLANTAÇÃO DE VEICULO LEVE SOBRE TRILHO - V.L.T .
Trata-se do mais moderno e eficiente modal de transporte de passageiros em todo o mundo, com baixo custo de implantação. Não poluente , confortável e moderno, o VLT virá para equacionar, definitivamente o trânsito da cidade, que baseado em ônibus e automóveis particulares, estrangulou a cidade. O trânsito de Juiz de Fora está parando e, as perspectivas são de piorar cada vez mais. Urge uma solução. Para mim, somente o VLT pode melhorar e equacionar a paralisia e o estrangulamento do trânsito da cidade.
Some-se a tudo isso, uma outra vantagem imediata com a instalação de VLT em Juiz de Fora: já existe um ramal pronto, que é a linha do "Xangai", (abandonada), que religaria a Zona Norte ao Centro da cidade, retirando, diariamente, centenas de ônibus de circulação.
O VLT, se estenderia, por um novo ramal que cortaria toda a Av. Rio Branco, com terminal de ônibus na garganta do Dilermando, cujo transbordo de passageiros para o VLT, evitaria, portanto, a circulação de milhares de ônibus/dia no centro da cidade.
A administração do VLT municipal seria privada, cabendo a prefeitura licitar os ramais.
3) DESPOLUIÇÃO DO PARAIBUNA
Trata-se da mais importante e urgente intervenção na cidade, que não pode mais admitir conviver com o maior centro de doenças da cidade e região. O Paraibuna é uma vergonha para a cidade! Há quantas décadas ouvimos que o financiamento para a despoluição do rio está sendo liberado? Quantas vezes o Banco Mundial aprovou e liberou os recursos? E o rio cada vez mais poluido. A cidade não pode permitir que essa situação continue. É vergonhoso !
Para essa demanda , o comitê levará um projeto que contemple quantas ETEs (Estação de tratamento de esgoto) forem necessárias para reverter esse processo de assassinato, não contra o eco-sistema da região, mas principalmente contra a população da cidade de Juiz de Fora. ESSA OBRA, É FUNDAMENTAL PARA QUE A CIDADE SEJA RESPEITADA !
4) REVITALIZAÇÃO E REURBANIZAÇÃO DAS MARGENS DO PARAIBUNA
Simultâneamente ao processo de despoluição, é imprescindivel a revitalização e, implantação da maior área de lazer do município, criando às margens do Paraibuna, em toda a Av. Brasil, ciclovia, pista para caminhadas, quiosques, bares e, um anfi-teatro (sobre o rio), para pequenos eventos culturais nos finais de semana. A população hoje "expulsa" pelo esgoto a céu aberto que é o Paraibuna, se integraria e, cuidaria do maior patrimônio ecológico da cidade, transformando em um centro de vida, a estética deplorável da cidade ;
5) DUPLICAÇÃO DA ESTRADA QUE LIGA JUIZ DE FORA AO AEROPORTO REGIONAL DA ZONA DA MATA
Há anos, também, estamos ouvindo que será construída estrada que ligará o aeroporto até a BR-040. Mesmo nada tendo ainda acontecido, já é pouco. É fundamental a duplicação da estrada entre Juiz de Fora , até o aeroporto. Se queremos crescer, se queremos ter novos empreendimentos e, receber investimentos, fundamental que tenhamos infraestrutura para suportar esse novo ciclo de desenvolvimento que projetamos. A duplicação dessa estrada e, o imediato funcionamento do aeroporto da Zona da Matan são imprescindiveis.
6) SEMINÁRIOS SOBRE AS POTENCIALIDADES DE JUIZ DE FORA
A serem realizado no Brasil e, no exterior. Momento onde o comitê, representado por empresários e, pela prefeitura da cidade, com lastro no estudo técnico, mostraria aos potenciais investidores, as vantagens de se investir em Juiz de Fora , a cidade mais bem localizada entre os três principais centros consumidores do país, com um dos mais altos índices de alfabetização e, que apresenta as boas vindas aos investidores, com um projeto consistente de desenvolvimento, elaborado por toda a sociedade. É assim que se faz no mundo dos negócios, no universo das oportunidades de investimentos. O "vendedor" , no caso, Juiz de Fora, tem de se apresentar aos "compradores", isto é, os potenciais investidores. Caso não nos apresentemos, Juiz vai ficar de Fora...
Era isso. Como disse, sonhar é de graça. Continuarei sonhando.
ps. estou, neste momento, voando para Madrid, onde participo, a convite do Presidente da Inter Press Service - IPS (http://www.ips.gov/) , para o encontro anual da direção da maior empresa de noticias do mundo. Por isso, estarei "fora do ar", até segunda-feira à noite.
domingo, 21 de novembro de 2010
JUIZ DE FORA PRECISA SER REINVENTADA. UM PACTO PELA CIDADE - II
Quando Franco morreu, a Espanha vivia um momento complicado, com a monarquia e a democracia sendo restauradas . A politica parecia fazer o país viver uma nova guerra civil.
Por tantos décadas de ditadura franquista, a Espanha tinha se destacado de toda a Europa: era pobre e atrasada. Os espanhóis , precisavam reconstruir o país e, por isso, sentaram-se à mesa e, fizeram um pacto social de governabilidade, onde as diferenças politicas foram colocadas de lado, em prol do futuro da nação. Foi assinado, então, o "Pacto de Moncloa" , que conseguiu, em menos de 30 anos, fazer daquele país, uma bela Nação (certo que com a ajuda de todos os países da Europa).
Mas, sem o Pacto de Moncloa, a "Espanha não teria sido possível" . Teria continuado atrasada politicamente, pobre socialmente e, com certeza, não teria saído da posição de vigésima quinta economia do mundo, para disputar, hoje, com o Brasil (!), a posição de oitava maior economia do planeta !
Não estou supondo que poderíamos fazer um pacto dessa magnitude em Juiz de Fora. Estou dizendo que sociedades, em determinados momentos históricos, fazem pactos políticos e sociais que permitem a construção de uma nova sociedade e, porque não, de uma nova cidade.
O que estou sugerindo é que as principais lideranças sentem-se à mesa e, "reconstruam o futuro de Juiz de Fora", não mais permitindo que a cidade continue em seu processo de empobrecimento e, de decadência.
Um pacto com a participação de todos os segmentos da sociedade, estou certo, permitiria a "reinvenção da Manchester mineira", podendo se tornar, de fato "uma nova Juiz de Fora", com a construção , sim, de novo hospital, de asfaltamento de ruas etc. , mas muito mais do que esse pobre trivial , permitiria a construção de um futuro, onde um novo ciclo de desenvolvimento economico, atrelado à uma administração pública moderna, que desse transparência ao povo, dos impostos que paga, seriam os seus fundamentos.
Estou convicto que a construção de um pacto politico, com a realização de grandiosos projetos economicos, urbanísticos e culturais que reflitam a importância da cidade , faria de Juiz de Fora, uma das mais importantes metrópoles do Brasil, recebendo investimentos públicos e privados . A cidade se tornaria, novamente, uma referência nacional.
Utopia ? Pode ser. Mas não conheço ninguém que consiga materializar seus sonhos, sem sonhar...O ser humano realiza sonhando. Os que não sonham, dormem acordados...
Continua.
Por tantos décadas de ditadura franquista, a Espanha tinha se destacado de toda a Europa: era pobre e atrasada. Os espanhóis , precisavam reconstruir o país e, por isso, sentaram-se à mesa e, fizeram um pacto social de governabilidade, onde as diferenças politicas foram colocadas de lado, em prol do futuro da nação. Foi assinado, então, o "Pacto de Moncloa" , que conseguiu, em menos de 30 anos, fazer daquele país, uma bela Nação (certo que com a ajuda de todos os países da Europa).
Mas, sem o Pacto de Moncloa, a "Espanha não teria sido possível" . Teria continuado atrasada politicamente, pobre socialmente e, com certeza, não teria saído da posição de vigésima quinta economia do mundo, para disputar, hoje, com o Brasil (!), a posição de oitava maior economia do planeta !
Não estou supondo que poderíamos fazer um pacto dessa magnitude em Juiz de Fora. Estou dizendo que sociedades, em determinados momentos históricos, fazem pactos políticos e sociais que permitem a construção de uma nova sociedade e, porque não, de uma nova cidade.
O que estou sugerindo é que as principais lideranças sentem-se à mesa e, "reconstruam o futuro de Juiz de Fora", não mais permitindo que a cidade continue em seu processo de empobrecimento e, de decadência.
Um pacto com a participação de todos os segmentos da sociedade, estou certo, permitiria a "reinvenção da Manchester mineira", podendo se tornar, de fato "uma nova Juiz de Fora", com a construção , sim, de novo hospital, de asfaltamento de ruas etc. , mas muito mais do que esse pobre trivial , permitiria a construção de um futuro, onde um novo ciclo de desenvolvimento economico, atrelado à uma administração pública moderna, que desse transparência ao povo, dos impostos que paga, seriam os seus fundamentos.
Estou convicto que a construção de um pacto politico, com a realização de grandiosos projetos economicos, urbanísticos e culturais que reflitam a importância da cidade , faria de Juiz de Fora, uma das mais importantes metrópoles do Brasil, recebendo investimentos públicos e privados . A cidade se tornaria, novamente, uma referência nacional.
Utopia ? Pode ser. Mas não conheço ninguém que consiga materializar seus sonhos, sem sonhar...O ser humano realiza sonhando. Os que não sonham, dormem acordados...
Continua.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
JUIZ DE FORA PRECISA SER REINVENTADA. UM PACTO PELA CIDADE - I
Juiz de Fora já foi a vanguarda de Minas . Deixou de ser. A cidade não tem a menor importância economica e, os líderes políticos, empresariais e academicos não estão sendo capazes de reverter essa situação. Não por incapacidade pessoal. Mas, sim, pela ação individual e isolada de cada um deles , como veremos a seguir.
A cidade não carece de nomes importantes no cenário estadual e , nacional, que poderiam colocar, no âmbito das reivindicações de politicas públicas, propostas que nos fizessem retomar o caminho do desenvolvimento, de liderança estadual e, principalmente, impor nossas demandas por urgentes e, inadiáveis investimentos no município. Mas isso não é o suficiente. É necessário muito mais que ações politicas isoladas. É necessário um chamamento de todos os segmentos da sociedade, com o objetivo de se preparar e escrever um novo futuro, um novo tempo para Juiz de Fora.
Um pacto pela cidade
Por outro lado, reconhecemos a importância de líderes que tentam, como disse, de forma isolada, levar ao Congresso Nacional e, ao Governo do Estado, algumas de nossas demandas, porém insignificantes no plano da macroeconomia. E, por se tratar de ações individuais e isoladas, não surgem efeito para a necessária e urgente mudança estrutural da cidade . E, por consequência, Juiz de Fora continua caminhando na direção de empobrecimento cada vez mais latente e, pior, perdendo ano a ano, sua importância politica.
Independente de nossas diferenças , e do matiz ideológico sobre o entendimento de como a municipalidade deva ser administrada, nossos líderes lutam pelo município. Reconheço a vontade e, a determinação de todos em construir uma cidade melhor. Mas, reitero, são ações que não transformam e, não mudam a realidade de decadência economica e social de Juiz de Fora.
Refiro-me à liderança de Tarcisio Delgado, Mello Reis, Custódio Mattos, Sebastião Helvécio, Júlio Delgado, Marcos Pestana, Paulo Delgado, e tantos outros que, eleitos, em seu tempo, fizeram e cumpriram seus papeis, tais como Marcello Siqueira, Gabriel Rocha etc. No campo da gestão da mais importante instituição pública da cidade, a UFJF, Margarida Salomão e Henrique Duque são referências para o município. E lógico, Itamar Franco.
Mas infelizmente, a rigor, são ações que nada significam, pois , como já disse, não transformam e, muito menos, preparam e, colocam a cidade no cenário das grandes decisões nacionais, seja no campo das obras públicas, seja no campo dos investimentos privados, esses, fundamentais para a retomada do nosso desenvolvimento economico.
Nossos Deputados defendem e, lutam como todo e qualquer vereador, ou prefeito, de todas as cidades do interior: solicitam (e conseguem) verba para a saúde, verba para asfaltamento, verba para escolas, que significam nada mais do que a receita de um analgésico para um paciente que se encontra em coma. Não curam o paciente. Em outras palavras, não mudam a realidade.
No campo empresarial, infelizmente, não temos ninguém, nenhuma empresa capaz de se impor como força estadual, muito menos nacional, consequência da própria decadência economica da cidade, onde grandes empresas desapareceram ao longo do tempo. As principais industrias instaladas na cidade pertencem a grupos de fora, cujo poder decisório se encontra, por óbvio, em outras capitais.
Me causa muita tristeza, pela pobreza dos argumentos (e dos resultados) , quando vejo o anúncio de que lideranças politicas conseguiram junto ao governo estadual, verba para reforma de escola, verba para posto de saúde, asfaltamento de rua etc., como se fosse um ato importante para o futuro da cidade. Não é, e não é disso que Juiz de Fora necessita. A cidade clama, sim, mas por um grande projeto de desenvolvimento !
Portanto, entendo que todas as demandas que travam nossas lideranças politicas, infelizmente não se traduzem em um projeto maior no campo do desenvolvimento economico e, consequentemente da retomada de sua liderança politica, perdidos nos últimos 40 anos.
O último importante projeto da cidade e, da região, foi o aeroporto regional , infelizmente, abandonado há oito anos ! Nossas lideranças não foram capazes, sequer, de exigir o seu funcionamento. Mesmo que aquela importante obra requeira mais investimentos, nada mais importante nos últimos 20 anos aconteceu na cidade (apesar do aeroporto se localizar em outro município...)
Mesmo com toda a boa vontade dessas ações , Juiz de Fora está sendo sepultada em um mar de politicas públicas que, quando não populistas e equivocadas, atendem tão somente ao exclusivo anseio de quem está no poder. A cidade não se desenvolve . Ela cresce de forma desordenada.
No campo das idéias, ao longo dos últimos 40 anos, o que sempre prevaleceu na cidade foi a disputa politica, sempre no campo pessoal , sem nunca ter havido um projeto concreto para a retomada do desenvolvimento do município.
Mudam os prefeitos, mas não mudam as politicas públicas, a forma de se administrar a cidade. São sempre as mesmas práticas retrogradas : contratação ilegal de apadrinhados para a Amac, acomodação das mesmas forças politicas em cargos do primeiro escalão e, em seguida, as reformas de escolas, postos de saúde, asfaltamento de ruas etc., como se isso pudesse ser traduzido como politicas públicas indutoras para a retomada do desenvolvimento social e economico. Não é e, não passam de uma obrigação da administração pública municipal.
Juiz de fora precisa de decisões maiores, engrandecedoras e, que a façam dar um salto em direção à modernidade, cujo único objetivo é alcançar um padrão de desenvolvimento compátivel com seu potencial, já provado em sua história.
Os mesmos equívocos históricos persistem, eleição após eleição, sendo o maior deles, prefeitos considerarem a prefeitura, como o único instrumento para atender às demandas de uma população carente e empobrecida. Claro que o resultado é esse que assistimos: avanço da pobreza, desemprego, absoluta falta de serviços públicos adequados e, o pior, a perda de poder politico para impor nossas demandas. Mas, individualmente, essas lideranças atingem seus projetos pessoais de manutenção e perpetuação no poder. Nesse sentido são vencedores.
Troca-se de prefeito, mas o discurso não muda, não se inova no campo da administração pública, isto é, demandar ao governo estadual e federal, "obras para o futuro da cidade". Todos sabemos que isso não é futuro. Isso é passado, na medida que, asfaltamento de ruas, construção de escolas e hospitais, é uma obrigação e, que não mudam a essência da vida: a possibilidade do desenvolvimento dos cidadãos, que precisam muito mais que ruas asfaltadas. O que o ser humano precisa é de chances e oportunidades para se desenvolver; ter chance de ser independente e, livre de um emprego politico, para, assim, se colocar numa sociedade competitiva.
JUIZ DE FORA PRECISA COMPREENDER QUE O SEU GRANDE DESAFIO NÃO É O DE SUBSTITUIR SUAS LIDERANÇAS E DIRIGENTES POLÍTICOS, ATÉ PORQUE SÃO SEMPRE OS MESMOS. JUIZ DE FORA PRECISA IMPOR MUDANÇAS ESTRUTURAIS EM UM SISTEMA POLITICO ADMINISTRATIVO QUE DEIXOU DE FUNCIONAR , LEVANDO A CIDADE A ESSE ESTADO DE LETARGIA ECONOMICA E EMPOBRECIMENTO SOCIAL.
Continua.
A cidade não carece de nomes importantes no cenário estadual e , nacional, que poderiam colocar, no âmbito das reivindicações de politicas públicas, propostas que nos fizessem retomar o caminho do desenvolvimento, de liderança estadual e, principalmente, impor nossas demandas por urgentes e, inadiáveis investimentos no município. Mas isso não é o suficiente. É necessário muito mais que ações politicas isoladas. É necessário um chamamento de todos os segmentos da sociedade, com o objetivo de se preparar e escrever um novo futuro, um novo tempo para Juiz de Fora.
Um pacto pela cidade
Por outro lado, reconhecemos a importância de líderes que tentam, como disse, de forma isolada, levar ao Congresso Nacional e, ao Governo do Estado, algumas de nossas demandas, porém insignificantes no plano da macroeconomia. E, por se tratar de ações individuais e isoladas, não surgem efeito para a necessária e urgente mudança estrutural da cidade . E, por consequência, Juiz de Fora continua caminhando na direção de empobrecimento cada vez mais latente e, pior, perdendo ano a ano, sua importância politica.
Independente de nossas diferenças , e do matiz ideológico sobre o entendimento de como a municipalidade deva ser administrada, nossos líderes lutam pelo município. Reconheço a vontade e, a determinação de todos em construir uma cidade melhor. Mas, reitero, são ações que não transformam e, não mudam a realidade de decadência economica e social de Juiz de Fora.
Refiro-me à liderança de Tarcisio Delgado, Mello Reis, Custódio Mattos, Sebastião Helvécio, Júlio Delgado, Marcos Pestana, Paulo Delgado, e tantos outros que, eleitos, em seu tempo, fizeram e cumpriram seus papeis, tais como Marcello Siqueira, Gabriel Rocha etc. No campo da gestão da mais importante instituição pública da cidade, a UFJF, Margarida Salomão e Henrique Duque são referências para o município. E lógico, Itamar Franco.
Mas infelizmente, a rigor, são ações que nada significam, pois , como já disse, não transformam e, muito menos, preparam e, colocam a cidade no cenário das grandes decisões nacionais, seja no campo das obras públicas, seja no campo dos investimentos privados, esses, fundamentais para a retomada do nosso desenvolvimento economico.
Nossos Deputados defendem e, lutam como todo e qualquer vereador, ou prefeito, de todas as cidades do interior: solicitam (e conseguem) verba para a saúde, verba para asfaltamento, verba para escolas, que significam nada mais do que a receita de um analgésico para um paciente que se encontra em coma. Não curam o paciente. Em outras palavras, não mudam a realidade.
No campo empresarial, infelizmente, não temos ninguém, nenhuma empresa capaz de se impor como força estadual, muito menos nacional, consequência da própria decadência economica da cidade, onde grandes empresas desapareceram ao longo do tempo. As principais industrias instaladas na cidade pertencem a grupos de fora, cujo poder decisório se encontra, por óbvio, em outras capitais.
Me causa muita tristeza, pela pobreza dos argumentos (e dos resultados) , quando vejo o anúncio de que lideranças politicas conseguiram junto ao governo estadual, verba para reforma de escola, verba para posto de saúde, asfaltamento de rua etc., como se fosse um ato importante para o futuro da cidade. Não é, e não é disso que Juiz de Fora necessita. A cidade clama, sim, mas por um grande projeto de desenvolvimento !
Portanto, entendo que todas as demandas que travam nossas lideranças politicas, infelizmente não se traduzem em um projeto maior no campo do desenvolvimento economico e, consequentemente da retomada de sua liderança politica, perdidos nos últimos 40 anos.
O último importante projeto da cidade e, da região, foi o aeroporto regional , infelizmente, abandonado há oito anos ! Nossas lideranças não foram capazes, sequer, de exigir o seu funcionamento. Mesmo que aquela importante obra requeira mais investimentos, nada mais importante nos últimos 20 anos aconteceu na cidade (apesar do aeroporto se localizar em outro município...)
Mesmo com toda a boa vontade dessas ações , Juiz de Fora está sendo sepultada em um mar de politicas públicas que, quando não populistas e equivocadas, atendem tão somente ao exclusivo anseio de quem está no poder. A cidade não se desenvolve . Ela cresce de forma desordenada.
No campo das idéias, ao longo dos últimos 40 anos, o que sempre prevaleceu na cidade foi a disputa politica, sempre no campo pessoal , sem nunca ter havido um projeto concreto para a retomada do desenvolvimento do município.
Mudam os prefeitos, mas não mudam as politicas públicas, a forma de se administrar a cidade. São sempre as mesmas práticas retrogradas : contratação ilegal de apadrinhados para a Amac, acomodação das mesmas forças politicas em cargos do primeiro escalão e, em seguida, as reformas de escolas, postos de saúde, asfaltamento de ruas etc., como se isso pudesse ser traduzido como politicas públicas indutoras para a retomada do desenvolvimento social e economico. Não é e, não passam de uma obrigação da administração pública municipal.
Juiz de fora precisa de decisões maiores, engrandecedoras e, que a façam dar um salto em direção à modernidade, cujo único objetivo é alcançar um padrão de desenvolvimento compátivel com seu potencial, já provado em sua história.
Os mesmos equívocos históricos persistem, eleição após eleição, sendo o maior deles, prefeitos considerarem a prefeitura, como o único instrumento para atender às demandas de uma população carente e empobrecida. Claro que o resultado é esse que assistimos: avanço da pobreza, desemprego, absoluta falta de serviços públicos adequados e, o pior, a perda de poder politico para impor nossas demandas. Mas, individualmente, essas lideranças atingem seus projetos pessoais de manutenção e perpetuação no poder. Nesse sentido são vencedores.
Troca-se de prefeito, mas o discurso não muda, não se inova no campo da administração pública, isto é, demandar ao governo estadual e federal, "obras para o futuro da cidade". Todos sabemos que isso não é futuro. Isso é passado, na medida que, asfaltamento de ruas, construção de escolas e hospitais, é uma obrigação e, que não mudam a essência da vida: a possibilidade do desenvolvimento dos cidadãos, que precisam muito mais que ruas asfaltadas. O que o ser humano precisa é de chances e oportunidades para se desenvolver; ter chance de ser independente e, livre de um emprego politico, para, assim, se colocar numa sociedade competitiva.
JUIZ DE FORA PRECISA COMPREENDER QUE O SEU GRANDE DESAFIO NÃO É O DE SUBSTITUIR SUAS LIDERANÇAS E DIRIGENTES POLÍTICOS, ATÉ PORQUE SÃO SEMPRE OS MESMOS. JUIZ DE FORA PRECISA IMPOR MUDANÇAS ESTRUTURAIS EM UM SISTEMA POLITICO ADMINISTRATIVO QUE DEIXOU DE FUNCIONAR , LEVANDO A CIDADE A ESSE ESTADO DE LETARGIA ECONOMICA E EMPOBRECIMENTO SOCIAL.
Continua.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
A CRISE ECONOMICA MUNDIAL E O BRASIL
A quebra do sistema bancário internacional, há cerca de três anos, obrigou o governo americano e, a Comunidade Economica Europeia, a injetar trilhões de dólares e euros em seus bancos para evitar um absoluto colapso no sistema financeiro mundial.
Desde então e, mesmo assim, as economias americana e europeia não conseguem crescer. Em outras palavras, estão paradas, sem criar empregos e, sem conseguir engendrar um novo ciclo de desenvolvimento. Ao contrário, além da estagnação, aumenta-se o déficit público para dar sustentação economica aos seus cidadãos que não conseguem trabalho.
A Grécia foi a primeira a declarar sua falência. Agora, é a Irlanda que avisa sua inadiplência. O governo Obama, numa tentativa desesperada de fazer o país voltar a crescer, injeta USD 600 bilhões no mercado, na esperança que os bancos, que quebraram há três anos, emprestem ainda mais para os consumidores americanos, que com medo de mais crise, puxam a economia para baixo, sem consumir o que seria necessário para o reaquecimento industrial, não só da América, mas como de todo o mundo.
Portugal e Espanha (além da Irlanda), em breve, também não terão como escapar da crise: vão declarar sua total incapacidade de gerir e, honrar suas dívidas externas. Resultado: mais uma vez, a CEE será obrigada, como fez com a Grécia, a injetar centenas de bilhões de Euros nesses países membros da Europa unida monetariamente.
E o futuro ? Poucas perspectivas de recuperação da Europa. Portugal e Espanha não tem o que exportar, muito menos compradores para seus produtos mais conhecidos (?) e, o mercado interno, estagnado, para não dizer em recessão, não propicia chances de retomada de um ciclo de crescimento economico significativo. Portanto, ambos países, sem grande futuro.
A Itália, com déficit público que alcança mais de 110% de seu PIB, também não consegue dinamizar sua economia.
O problema é : como induzir economias de países desenvolvidos como os Estados Unidos, a nação mais poderosa do planeta, à gerar mais riqueza . O país está "pronto". Estradas ? O país é cortado e retalhado pela maior malha rodoviária do mundo. Aeroportos, sistema de saúde, escolar etc., ídem.
França, Inglaterra e Alemanha, na mesma proporção, vivem esses mesmos problemas de nações ricas. Em outras palavras, não há muito o que fazer.
Se observarmos também o Japão, esse país não cresce há décadas, por acúmulo de capital, riqueza e qualidade de vida. Tudo está pronto. Todo mundo tem tudo. O consumo torna-se, literalmente, inelastico, permanecendo absolutamente estagnado.
O mercado imobiliário, termômetro para analise do aquecimento da economia, "acabou" nos Estados Unidos, mesmo com taxa de financiamento, próximo de 3% a.a (!!!), com 35 anos para pagar. Na Europa, os preços já começam a despencar e, o estoque de imóveis, a subir à níveis jamais vistos nos último 10 anos.
No Brasil , ao contrário, os imóveis estão subindo de preço à níveis jamais vistos e, nunca imaginados. No Rio de Janeiro, na Zona sul, os preços já atingem os padrões das grandes capitais europeias e americanas. Um apartamento de dois quartos no Leblon e Ipanema já alcança o inacreditável valor de USD 1 milhão, e com pouquissimas ofertas. As construtoras levantam recursos no mercado de capitais, com a mesma facilidade que o cidadão vai a uma praia. Sobram recursos e, se investe em novas construções Brasil afora. Nunca se viu nada igual.
Alguém ganha com essa estagnação economica dos paises ricos? Pode ganhar o Brasil . País a ser construído. Sobra dinheiro no mundo. Faltam bons projetos. Se o Brasil melhorar o índice de educação de sua população, e baixar os índices de corrupção do Estado e, por fim, aprimorar a legislação trabalhista, poderá ser tornar a mais promissora economia do planeta. Poderemos viver um surto de desenvolvimento duradouro e sustentável .
Poucos países apresentam condições e variáveis tão boas como o Brasil, sobretudo quando analisamos o potencial das obras públicas emergentes (novas estradas, saneamento, aeroportos etc.), mas principalmente pelo mercado interno, formado, hoje, por quase 100 milhões de consumidores (quase uma Itália e França juntas !). Aí moram os grandes atrativos de nosso país, atrelado à uma democracia estável.
Quem perde com a economia ocidental parando ? A China, principalmente, na medida em que os Estados Unidos deixem o dólar derreter em todo o mundo e a Europa não cresça, as exportações chinesas, mais cedo, ou mais tarde, irão despencar. Só não se sabe em quanto tempo a crise chegará à China. Estou convicto, que esse dia não demora muito para chegar.
Enfim, nosso futuro depende de como vamos conduzir o país. Se o homem público brasileiro e, o Estado, que deveria ser o guardião do ideal republicano, evoluírem como avança a tecnologia, o Brasil poderá ser um grande país.
Infelizmente, não posso sonhar tanto. Basta ver o baixo nível intelectual e moral de gente que é eleita para o executivo e, para todos os níveis do legislativo. Pior ainda, a politica em nosso país se tornou um negócio familiar. Pai, mãe, filho, sobrinho tomam conta do pedaço e, só apoiam, e elegem, pai, mãe, filho e sobrinho ! E o mais lamentável, com o voto do povo, que se deixa roubar, resultando, inexoravelmente, com a subtração dos valores republicanos .
Para mim, politica não deveria ser uma profissão, mas sim , vocação. Aos perdedores, como é o meu caso, resta respeitar a decisão de sua excelência, o eleitor, o seu voto. Ponto final.
Nem assim , deixo de acreditar no futuro do Brasil, que está sendo construído pelas nossas mãos e, não por políticos corruptos. As pessoas de bem não querem fazer politica. Ao contrário, se afastam, pois a consideram sinônimo de corrupção, baixo nível e máfia. O futuro do Brasil está em mãos de quem trabalha, menos dos políticos e, muito menos do Estado.
Mas, sonhar com mais eficiência com os nossos impostos, menos corrupção , menos conversa fiada e, mais trabalho, é de graça. O Brasil pode dar certo. Por isso, continuarei sonhado e acreditando.
Desde então e, mesmo assim, as economias americana e europeia não conseguem crescer. Em outras palavras, estão paradas, sem criar empregos e, sem conseguir engendrar um novo ciclo de desenvolvimento. Ao contrário, além da estagnação, aumenta-se o déficit público para dar sustentação economica aos seus cidadãos que não conseguem trabalho.
A Grécia foi a primeira a declarar sua falência. Agora, é a Irlanda que avisa sua inadiplência. O governo Obama, numa tentativa desesperada de fazer o país voltar a crescer, injeta USD 600 bilhões no mercado, na esperança que os bancos, que quebraram há três anos, emprestem ainda mais para os consumidores americanos, que com medo de mais crise, puxam a economia para baixo, sem consumir o que seria necessário para o reaquecimento industrial, não só da América, mas como de todo o mundo.
Portugal e Espanha (além da Irlanda), em breve, também não terão como escapar da crise: vão declarar sua total incapacidade de gerir e, honrar suas dívidas externas. Resultado: mais uma vez, a CEE será obrigada, como fez com a Grécia, a injetar centenas de bilhões de Euros nesses países membros da Europa unida monetariamente.
E o futuro ? Poucas perspectivas de recuperação da Europa. Portugal e Espanha não tem o que exportar, muito menos compradores para seus produtos mais conhecidos (?) e, o mercado interno, estagnado, para não dizer em recessão, não propicia chances de retomada de um ciclo de crescimento economico significativo. Portanto, ambos países, sem grande futuro.
A Itália, com déficit público que alcança mais de 110% de seu PIB, também não consegue dinamizar sua economia.
O problema é : como induzir economias de países desenvolvidos como os Estados Unidos, a nação mais poderosa do planeta, à gerar mais riqueza . O país está "pronto". Estradas ? O país é cortado e retalhado pela maior malha rodoviária do mundo. Aeroportos, sistema de saúde, escolar etc., ídem.
França, Inglaterra e Alemanha, na mesma proporção, vivem esses mesmos problemas de nações ricas. Em outras palavras, não há muito o que fazer.
Se observarmos também o Japão, esse país não cresce há décadas, por acúmulo de capital, riqueza e qualidade de vida. Tudo está pronto. Todo mundo tem tudo. O consumo torna-se, literalmente, inelastico, permanecendo absolutamente estagnado.
O mercado imobiliário, termômetro para analise do aquecimento da economia, "acabou" nos Estados Unidos, mesmo com taxa de financiamento, próximo de 3% a.a (!!!), com 35 anos para pagar. Na Europa, os preços já começam a despencar e, o estoque de imóveis, a subir à níveis jamais vistos nos último 10 anos.
No Brasil , ao contrário, os imóveis estão subindo de preço à níveis jamais vistos e, nunca imaginados. No Rio de Janeiro, na Zona sul, os preços já atingem os padrões das grandes capitais europeias e americanas. Um apartamento de dois quartos no Leblon e Ipanema já alcança o inacreditável valor de USD 1 milhão, e com pouquissimas ofertas. As construtoras levantam recursos no mercado de capitais, com a mesma facilidade que o cidadão vai a uma praia. Sobram recursos e, se investe em novas construções Brasil afora. Nunca se viu nada igual.
Alguém ganha com essa estagnação economica dos paises ricos? Pode ganhar o Brasil . País a ser construído. Sobra dinheiro no mundo. Faltam bons projetos. Se o Brasil melhorar o índice de educação de sua população, e baixar os índices de corrupção do Estado e, por fim, aprimorar a legislação trabalhista, poderá ser tornar a mais promissora economia do planeta. Poderemos viver um surto de desenvolvimento duradouro e sustentável .
Poucos países apresentam condições e variáveis tão boas como o Brasil, sobretudo quando analisamos o potencial das obras públicas emergentes (novas estradas, saneamento, aeroportos etc.), mas principalmente pelo mercado interno, formado, hoje, por quase 100 milhões de consumidores (quase uma Itália e França juntas !). Aí moram os grandes atrativos de nosso país, atrelado à uma democracia estável.
Quem perde com a economia ocidental parando ? A China, principalmente, na medida em que os Estados Unidos deixem o dólar derreter em todo o mundo e a Europa não cresça, as exportações chinesas, mais cedo, ou mais tarde, irão despencar. Só não se sabe em quanto tempo a crise chegará à China. Estou convicto, que esse dia não demora muito para chegar.
Enfim, nosso futuro depende de como vamos conduzir o país. Se o homem público brasileiro e, o Estado, que deveria ser o guardião do ideal republicano, evoluírem como avança a tecnologia, o Brasil poderá ser um grande país.
Infelizmente, não posso sonhar tanto. Basta ver o baixo nível intelectual e moral de gente que é eleita para o executivo e, para todos os níveis do legislativo. Pior ainda, a politica em nosso país se tornou um negócio familiar. Pai, mãe, filho, sobrinho tomam conta do pedaço e, só apoiam, e elegem, pai, mãe, filho e sobrinho ! E o mais lamentável, com o voto do povo, que se deixa roubar, resultando, inexoravelmente, com a subtração dos valores republicanos .
Para mim, politica não deveria ser uma profissão, mas sim , vocação. Aos perdedores, como é o meu caso, resta respeitar a decisão de sua excelência, o eleitor, o seu voto. Ponto final.
Nem assim , deixo de acreditar no futuro do Brasil, que está sendo construído pelas nossas mãos e, não por políticos corruptos. As pessoas de bem não querem fazer politica. Ao contrário, se afastam, pois a consideram sinônimo de corrupção, baixo nível e máfia. O futuro do Brasil está em mãos de quem trabalha, menos dos políticos e, muito menos do Estado.
Mas, sonhar com mais eficiência com os nossos impostos, menos corrupção , menos conversa fiada e, mais trabalho, é de graça. O Brasil pode dar certo. Por isso, continuarei sonhado e acreditando.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
FOLHA DE SÃO PAULO CONFIRMA "FURO "NACIONAL DO BLOG : ADALBERTO SALGADO É O MAIOR CREDOR DE SYLVIO SANTOS.
A Folha de São Paulo, hoje, dia 15, confirmou o "furo" do blog do Omar Peres, quando escrevi na quinta-feira, dia 11 de novembro (ler artigo abaixo), que o empresário juizforano Adalberto Salgado seria um dos maiores credores de Sylvio Santos.
Na matéria publicada na versão on line e, na edição impressa , o jornal paulista afirma que Adalberto Salgado teria aplicado em certificado de depósito bancário - CDB , do banco Panamericano, R$ 400 milhões, o que renderia ao empresário mineiro R$ 120 milhões ao ano.
Ainda, segundo A Folha, não se sabe se Adalberto fazia parte do esquema fraudulento que quase levou o banco à falência, com passivo à descoberto de mais de R$ 2,5 bilhões . O Banco Central e a Justiça Federal já investigam o caso.
Isso vai dar muito pano para manga. Juiz de Fora volta ao noticiário.
Na matéria publicada na versão on line e, na edição impressa , o jornal paulista afirma que Adalberto Salgado teria aplicado em certificado de depósito bancário - CDB , do banco Panamericano, R$ 400 milhões, o que renderia ao empresário mineiro R$ 120 milhões ao ano.
Ainda, segundo A Folha, não se sabe se Adalberto fazia parte do esquema fraudulento que quase levou o banco à falência, com passivo à descoberto de mais de R$ 2,5 bilhões . O Banco Central e a Justiça Federal já investigam o caso.
Isso vai dar muito pano para manga. Juiz de Fora volta ao noticiário.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
ADALBERTO SALGADO SERIA O MAIOR CREDOR DE SYLVIO SANTOS
O empresário da área de finanças de Juiz de Fora, Adalberto Salgado, teria em depósitos, cerca de R$ 600 milhões, junto ao Banco Panamericano, que tem Sylvio Santos como seu controlador.
Logo no inicio da crise vivida pelo banco, Adalberto teria pedido o resgate integral desse significativo volume de dinheiro, quando foi convocado para uma reunião com o próprio Sylvio Santos. Um advogado, também de Juiz de Fora, teria participado dessa reunião. Connsultado, negou sua participação.
Da reunião, acertou-se o resgate de uma pequena parte do dinheiro e, a diferença teria sido paga com a transferência, para Adalberto, de parte da carteira de crédito do banco (basicamente financiamento de automóveis -85% - e, crédito consignado 15% ) .
O banco Panamericano que tem a Caixa Economica como sócia, só não quebrou essa semana porque foi salvo por um empréstimo de R$ 2,5 bilhões, junto à um fundo especial autorizado pelo Banco Central, cujo objetivo é socorrer bancos em dificuldades.
A imprensa nacional traz hoje matérias importantes sobre a possibilidade de fraudes no banco de Sylvio Santos, cuja causa seria a venda de carteira de crédito, por diversas vezes.
Auditoria do Banco Central já está fazendo seu trabalho e, tudo será rigorosamente apurado, ou seja, quem é quem nessa história e, de que forma o banco quebrou.
Ficção, ou verdade, essa noticia deve ser melhor apurada, mesmo a fonte sendo boa. O empresário não deve satisfações a ninguém de seus negócios. Mas trata-se de um caso de repercussão nacional, motivo de manchetes em todos os principais veículos de comunicação do país.
A conferir.
Logo no inicio da crise vivida pelo banco, Adalberto teria pedido o resgate integral desse significativo volume de dinheiro, quando foi convocado para uma reunião com o próprio Sylvio Santos. Um advogado, também de Juiz de Fora, teria participado dessa reunião. Connsultado, negou sua participação.
Da reunião, acertou-se o resgate de uma pequena parte do dinheiro e, a diferença teria sido paga com a transferência, para Adalberto, de parte da carteira de crédito do banco (basicamente financiamento de automóveis -85% - e, crédito consignado 15% ) .
O banco Panamericano que tem a Caixa Economica como sócia, só não quebrou essa semana porque foi salvo por um empréstimo de R$ 2,5 bilhões, junto à um fundo especial autorizado pelo Banco Central, cujo objetivo é socorrer bancos em dificuldades.
A imprensa nacional traz hoje matérias importantes sobre a possibilidade de fraudes no banco de Sylvio Santos, cuja causa seria a venda de carteira de crédito, por diversas vezes.
Auditoria do Banco Central já está fazendo seu trabalho e, tudo será rigorosamente apurado, ou seja, quem é quem nessa história e, de que forma o banco quebrou.
Ficção, ou verdade, essa noticia deve ser melhor apurada, mesmo a fonte sendo boa. O empresário não deve satisfações a ninguém de seus negócios. Mas trata-se de um caso de repercussão nacional, motivo de manchetes em todos os principais veículos de comunicação do país.
A conferir.
MÁFIA DO LIXO II
Sobre esse assunto que assusta o Brasil, pelo poder e, pelo lobby das empresas que participam desse cartel, tenho conversado com Ênio Raffin, especialista no tema e, autor do famoso livro intitulado " A MÁFIA DO LIXO ", onde ele, consultor de empresas sérias do setor, faz um relato detalhado e, irrefutável sobre dezenas de contratos ilegais e corrompidos, celebrados pelas empresas que fazem parte do sindicato nacional de empresas de lixo, com dezenas de prefeituras em todo o Brasil. Vale a pena ler o livro e, entrar em seu site (http://www.mafiadolixo.com.br/). Um homem nacionalista , honesto e corajoso.
Ênio está sendo processado por empresas e, pelo sindicato que as representam. Mas também as processou e, ganhou ! Ele detalha a fórmula como essas empresas "obrigam" as prefeituras a repassar todo o processo de coleta e tratamento de lixo de seus municípios . A tática juridica é sempre a mesma : o prefeito declara "urgência" para o setor e, em seguida parte para a contratação de empresa "especializada", o que dispensa licitação.
As empresas, já tem, previamente, acertadas com prefeito de plantão, as condições financeiras e de "distribuição dos ganhos pelos serviços prestados" . Assinados os contratos, começam, em seguida, a aditá-los, decaduplicando , em poucos meses, os preços dos serviços para o município. A contra ultrapassa, rapidamente a casa dos milhões de Reais.
Mas o verdadeiro "filé" do negócio não são só os preços aviltados : o ponto principal de atração desses contratos é a absoluta ausência de concorrência que, quando "existe", participam somente as empresas do cartel, dividindo, assim, em fatias, o mercado nacional. Somente seis empresas brasileiras fazem parte desse poderoso oligopólio.
Em Minas , Ênio me citou os escandalosos contratos da prefeitura de Belo Horizonte (à época assinado por Fernando Pimentel), pauta de diversas matérias do jornal "O Estado de Minas" e, também o de Juiz de Fora. (assinado por Carlos Alberto Bejani , endossado e incrementado por custódio mattos), pauta de diversas matérias do JF HOJE.
Em Juiz de Fora, o caso ainda é mais sério, pois custódio mattos sequer fez uma auditoria no contrato assinado por bejani, sabido que à época da administração Tarcisio Delgado, a coleta custava R$ 100 mil/mês, tendo pulado, em menos de seis meses para R$500 mil com a entrada da Queiroz Galvão. O Vereador Figueiroa também entrou com ação contra esse contrato. Propos uma CPI na Câmera, mas custódio mattos, com a maioria, não permitiu sua instalação.
O processo de Figueiroa, está há anos parado na justiça. Sequer foi julgado em primeira instância.
O processo de Figueiroa, está há anos parado na justiça. Sequer foi julgado em primeira instância.
Ao contrário, além de não fazer nenhuma auditoria nos contratos firmados por seu antecessor, flagrado publicamente recebendo dinheiro na tv, custódio concedeu à empreiteira Queiroz Galvão, "por concorrência pública", novo contrato no valor de R$ 500 Milhões !!!A concorrência foi tão "verdadeira" que a Queiroz Galvão, mesmo antes de "ganha-la" já havia comprado o terreno onde ela iria instalar o novo aterro sanitário de Juiz de Fora !!!
As autoridades brasileiras, não se sabe porque, não se mexem. Nada acontece. Mesmo o Ministério Público, tendo sido provocado diversas vezes diante de tantos escândalos, ainda não conseguiu desmascarar o setor empresarial mais corrupto do Brasil, cujas provas se materializam em contratos fraudados e, ilegais , celebrados país afora, por prefeitos corruptos com essas empresas, que formam esse cartel , denominado por Ênio Raffin como a MÁFIA DO LIXO.
E mais grave, os papeis se invertem: a imprensa torna público essa relação promiscua entre o Estado (prefeituras) e as empresas que corrompem , mas quem denuncia esses escandalos é processado pelas mesmas empresas, numa tentativa clara de intimidação (para quem se intimida...).
Eu mesmo estou perdendo o processo que a empreiteira Queiroz Galvão move contra mim. Denunciei essa empresa pela ilegalidade do contrato firmado com a prefeitura de Juiz de Fora . Ao contrário do processo do Vereador Figueiroa, parado nas prateleiras, o meu está sendo julgado rapidamente. Por decisão judicial, tive de retirar do blog , até mesmo a decisão judicial, em que a Queiroz foi julgada e, condenada pela Justiça de São Paulo , sendo obrigada a devolver , junto com o ex prefeito da cidade do Guarujá, milhões de Reais aos cofres daquele município ! Estou pedindo uma audiência ao Juiz e, ao Ministério Público de São Paulo para tomar mais informações sobre esse processo, além de relatar o que aconteceu em Juiz de Fora.
Em resumo, o que se pode concluir é que as empresas que atuam nesse oligopólio não estão preocupadas com as denúncias, porque nada acontece contra elas, apesar das irrefutáveis provas de corrupção em diversos contratos, como relata em seu livro, Ênio Raffin.
Devo confessar que, mesmo não perdendo as forças para continuar lutando contra essa gente (não vou parar de combater), estou considerando que tudo isso é perda de tempo (denunciar). Nada acontece. Esse cartel continuará corrompendo (prefeitos de todos os partidos - não salva mais ninguém) e, ganhando, ilegalmente, centenas de milhões de Reais do dinheiro do povo.
É para isso que pagamos impostos.
Pobre Brasil.
Pobre Brasil.
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