sábado, 27 de novembro de 2010

SOBRE A VIDA

Estou na Espanha, onde participei de seminario sobre comunicacao. Deste evento, convidado por uma grande instituicao, nasceu a decisao e, o negocio mais importante de minha vida profissional. Decisoes tomadas, novos grandes desafios.

Eu, que , aos 53 anos, havia pensado que ja me preparava para parar, sou surpreendido com proposta que me recoloca a pleno vapor.

Ralato esse fato com o intuito de dizer que , se muitas vezes a gente se desanima diante de momentos dificeis, vale o famoso ditado popular: "nada como um dia apos o outro".

A luta continua.

A GUERRA CIVIL NO RIO

EL PAIS, o jornal mais importante da Espanha traz, na edicao deste sabado, materia de primeira pagina sobre a guerra contra os traficantes no Rio. Ha muito tempo nao lia na imprensa internacional uma materia tao positiva.

O correspondente no Brasil relata de forma precisa, que pela primeira vez o Estado brasileiro reage contra contra uma mafia que vinha tomando conta da cidade, por meio do terror e das acoes de extrema violencia contra a populacao que parecia desprotegida. Mas a sociedade reagiu ao concovocar um contigente militar, so utilizado em guerra.

Que bom. Ja tinha passado da hora. Agora, o importante, e nao achar que ganhamos a guerra contra essa mafia. Ganhamos uma batalha. Falta agora, incriminar e cercar os consumidores de drogas, tao viloes e tao responsaveis por essa guerra nojenta, que mata nossos jovens e, pior, liquida com familias inteiras.

Parabens Rio de Janeiro. A esperanca comeca a renascer.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MELLO REIS

Estou na Espanha, participando de um seminario sobre comunicacao. Conheci pouco o ex prefeito Mello Reis, mas o suficiente para considera-lo um homem integro, honesto e, certamente, um inovador da administracao publica municipal.

Seu falecimento deixa uma enorme lacuna na politica.

Perde Juiz de Fora. Uma pena.

domingo, 21 de novembro de 2010

JUIZ DE FORA PRECISA SER REINVENTADA. UM PACTO PELA CIDADE - FINAL

O que proponho :

1) criação de um comitê supra-partidário, formado por políticos com representatividade e liderança (Tarcisio Delgado, Mello Reis, Custódio Mattos, Júlio delgado, Marcos Pestana, Paulo Delgado, Bruno Siqueira, Margarida Salomão, Presidente da Câmara de Vereadores), por empresários e, principais empresas da cidade (Esdeva, Acelor, UeM, Paraibuna etc.), pela UFJF (Reitor e Diretores das faculdades de economia, sociologia e arquitetura), e um representante do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais - BDMG. O comitê teria como Presidente de Honra, o Senador Itamar Franco e, como Coordenador Geral, o prefeito do município;

2) a principal função do comitê seria a elaboração, com prazo determinado, de um projeto de desenvolvimento economico para a cidade, onde se reconheça os principais problemas economicos, fiscais, administrativos e urbanísticos do município, com a consequente apresentação de propostas para suas soluções;

3) Com documento pronto e , com base na representatividade do comitê, as propostas e soluções para a retomada do desenvolvimento de Juiz de Fora, seriam apresentadas à sociedade e ao Governo de Minas;

4) Em seguida, o comitê, sempre liderado pelo Senador Itamar Franco, iria à todos os principais orgãos de fomento e financiamento do governo federal, com a função de reivindicar a execução das propostas do projeto de revitalização economica e, administrativa do município de Juiz de Fora.

5) Caberia também ao Comitê, além da apresentação e, das demandas aos orgãos de fomento, financiamento e, investimentos públicos ( ministérios que possuem dotação orçamentarias para aplicação em obras, além do BNDES), a realização de seminários nas Confederações das Industrias de São Paulo e, nos principais países que investem no Brasil, tais como Alemanha, França, Inglaterra, EUA e Japão, mostrando e "vendendo" Juiz de Fora, a cidade que está mais próxima dos principais centros consumidores do Brasil, além de diversos outras vantagens ,vis-à-vis, os demais municípios de porte médio do país. Devemos sempre lembrar que o produto que mais sobra, hoje, no mundo, é o dinheiro ! O que falta aos investidores nacionais e estrangeiros, ávidos por negócios, são bons projetos.

6) Os Deputados eleitos e o Senador Itamar Franco, se comprometeriam a fazer uma única emenda orçamentária, cujos recursos somados alcançam, para os próximos 4 anos, algumas dezenas de milhões de Reais. Esse dinheiro seria canalizado para as principais obras determinadas pelo comitê;

7) Por fim, o comitê teria a função de cobrar , permanentemente, dos orgãos federais e estaduais a liberação dos recursos para a execução das obras e projetos concebidos pelo estudo do comitê. Em outras palavras, quando, hipoteticamente, o Ministério das Cidades, aprovasse o financiamento da despoluição do Paraibuna, caberá ao comitê acompanhar e, exigir o bom andamento da liberação dos recursos e, execução do projeto.


Se me fosse pedido opinião e, sugestões para solucionar os principais e mais graves problemas da cidade , sem ordem de importância, pois são todos fundamentais para o futuro da cidade, eu citaria e, pediria que fossem incluídos no estudo, neste momento, seis projetos:


1) TRANPARÊNCIA NAS CONTAS PÚBLICAS

As práticas contábeis e administrativas do setor público brasileiro, tem como objetivo, em primeiro lugar, esconder as contas públicas ! Ou, no mínimo, sofisticar sua leitura com a prática de linguagens , declarações e relatórios herméticos, cujo objetivo é dificultar a compreensão de quem paga a conta: o contribuinte, o simples cidadão.

A mesma satisfação que o contribuinte deve ao Estado, o Estado, na mesma proporção, deve ao contribuinte. E, pela falta de informação do que faz o administrador público com o dinheiro de nossos impostos, somos obrigados a conviver com o disperdicio, com a corrupção, com o nepotismo , sem nunca sabermos onde, efetivamente, nosso dinheiro está sendo investido e aplicado. Isso não ocorre somente em Juiz de Fora. É em todo o Brasil. Em Juiz de Fora, o caso de empreguismo na AMAC, praticado por todos os prefeitos, é emblemático.

Como seria transmitido à população as informações dos gastos públicos da prefeitura ?

No carnêt do IPTU demonstrando, percentualmente, o quanto será investido pela prefeitura, no ano, com o pagamento da folha, no custeio da saúde e da educação, e nos demais investiment.

Além disso, o prefeito se comprometeria a eliminar 90 % dos cargos de confiança e, probindo, por Lei, a contratação de pessoal sem concurso público

Trata-se, portanto, de TRANSPARÊNCIA com os dinheiros de nossos impostos, uma nova forma de administração pública. Só assim, a população saberia e restauraria a confiança em suas lideranças politicas.



2) IMPLANTAÇÃO DE VEICULO LEVE SOBRE TRILHO - V.L.T .

Trata-se do mais moderno e eficiente modal de transporte de passageiros em todo o mundo, com baixo custo de implantação. Não poluente , confortável e moderno, o VLT virá para equacionar, definitivamente o trânsito da cidade, que baseado em ônibus e automóveis particulares, estrangulou a cidade. O trânsito de Juiz de Fora está parando e, as perspectivas são de piorar cada vez mais. Urge uma solução. Para mim, somente o VLT pode melhorar e equacionar a paralisia e o estrangulamento do trânsito da cidade.

Some-se a tudo isso, uma outra vantagem imediata com a instalação de VLT em Juiz de Fora: já existe um ramal pronto, que é a linha do "Xangai", (abandonada), que religaria a Zona Norte ao Centro da cidade, retirando, diariamente, centenas de ônibus de circulação.

O VLT, se estenderia, por um novo ramal que cortaria toda a Av. Rio Branco, com terminal de ônibus na garganta do Dilermando, cujo transbordo de passageiros para o VLT, evitaria, portanto, a circulação de milhares de ônibus/dia no centro da cidade.

A administração do VLT municipal seria privada, cabendo a prefeitura licitar os ramais.

3) DESPOLUIÇÃO DO PARAIBUNA

Trata-se da mais importante e urgente intervenção na cidade, que não pode mais admitir conviver com o maior centro de doenças da cidade e região. O Paraibuna é uma vergonha para a cidade! Há quantas décadas ouvimos que o financiamento para a despoluição do rio está sendo liberado? Quantas vezes o Banco Mundial aprovou e liberou os recursos? E o rio cada vez mais poluido. A cidade não pode permitir que essa situação continue. É vergonhoso !

Para essa demanda , o comitê levará um projeto que contemple quantas ETEs (Estação de tratamento de esgoto) forem necessárias para reverter esse processo de assassinato, não contra o eco-sistema da região, mas principalmente contra a população da cidade de Juiz de Fora. ESSA OBRA, É FUNDAMENTAL PARA QUE A CIDADE SEJA RESPEITADA !


4) REVITALIZAÇÃO E REURBANIZAÇÃO DAS MARGENS DO PARAIBUNA

Simultâneamente ao processo de despoluição, é imprescindivel a revitalização e, implantação da maior área de lazer do município, criando às margens do Paraibuna, em toda a Av. Brasil, ciclovia, pista para caminhadas, quiosques, bares e, um anfi-teatro (sobre o rio), para pequenos eventos culturais nos finais de semana. A população hoje "expulsa" pelo esgoto a céu aberto que é o Paraibuna, se integraria e, cuidaria do maior patrimônio ecológico da cidade, transformando em um centro de vida, a estética deplorável da cidade ;


5) DUPLICAÇÃO DA ESTRADA QUE LIGA JUIZ DE FORA AO AEROPORTO REGIONAL DA ZONA DA MATA

Há anos, também, estamos ouvindo que será construída estrada que ligará o aeroporto até a BR-040. Mesmo nada tendo ainda acontecido, já é pouco. É fundamental a duplicação da estrada entre Juiz de Fora , até o aeroporto. Se queremos crescer, se queremos ter novos empreendimentos e, receber investimentos, fundamental que tenhamos infraestrutura para suportar esse novo ciclo de desenvolvimento que projetamos. A duplicação dessa estrada e, o imediato funcionamento do aeroporto da Zona da Matan são imprescindiveis.


6) SEMINÁRIOS SOBRE AS POTENCIALIDADES DE JUIZ DE FORA

A serem realizado no Brasil e, no exterior. Momento onde o comitê, representado por empresários e, pela prefeitura da cidade, com lastro no estudo técnico, mostraria aos potenciais investidores, as vantagens de se investir em Juiz de Fora , a cidade mais bem localizada entre os três principais centros consumidores do país, com um dos mais altos índices de alfabetização e, que apresenta as boas vindas aos investidores, com um projeto consistente de desenvolvimento, elaborado por toda a sociedade. É assim que se faz no mundo dos negócios, no universo das oportunidades de investimentos. O "vendedor" , no caso, Juiz de Fora, tem de se apresentar aos "compradores", isto é, os potenciais investidores. Caso não nos apresentemos, Juiz vai ficar de Fora...


Era isso. Como disse, sonhar é de graça. Continuarei sonhando.

ps. estou, neste momento, voando para Madrid, onde participo, a convite do Presidente da Inter Press Service - IPS (http://www.ips.gov/) , para o encontro anual da direção da maior empresa de noticias do mundo. Por isso, estarei "fora do ar", até segunda-feira à noite.

JUIZ DE FORA PRECISA SER REINVENTADA. UM PACTO PELA CIDADE - II

Quando Franco morreu, a Espanha vivia um momento complicado, com a monarquia e a democracia sendo restauradas . A politica parecia fazer o país viver uma nova guerra civil.

Por tantos décadas de ditadura franquista, a Espanha tinha se destacado de toda a Europa: era pobre e atrasada. Os espanhóis , precisavam reconstruir o país e, por isso, sentaram-se à mesa e, fizeram um pacto social de governabilidade, onde as diferenças politicas foram colocadas de lado, em prol do futuro da nação. Foi assinado, então, o "Pacto de Moncloa" , que conseguiu, em menos de 30 anos, fazer daquele país, uma bela Nação (certo que com a ajuda de todos os países da Europa).

Mas, sem o Pacto de Moncloa, a "Espanha não teria sido possível" . Teria continuado atrasada politicamente, pobre socialmente e, com certeza, não teria saído da posição de vigésima quinta economia do mundo, para disputar, hoje, com o Brasil (!), a posição de oitava maior economia do planeta !

Não estou supondo que poderíamos fazer um pacto dessa magnitude em Juiz de Fora. Estou dizendo que sociedades, em determinados momentos históricos, fazem pactos políticos e sociais que permitem a construção de uma nova sociedade e, porque não, de uma nova cidade.

O que estou sugerindo é que as principais lideranças sentem-se à mesa e, "reconstruam o futuro de Juiz de Fora", não mais permitindo que a cidade continue em seu processo de empobrecimento e, de decadência.

Um pacto com a participação de todos os segmentos da sociedade, estou certo, permitiria a "reinvenção da Manchester mineira", podendo se tornar, de fato "uma nova Juiz de Fora", com a construção , sim, de novo hospital, de asfaltamento de ruas etc. , mas muito mais do que esse pobre trivial , permitiria a construção de um futuro, onde um novo ciclo de desenvolvimento economico, atrelado à uma administração pública moderna, que desse transparência ao povo, dos impostos que paga, seriam os seus fundamentos.

Estou convicto que a construção de um pacto politico, com a realização de grandiosos projetos economicos, urbanísticos e culturais que reflitam a importância da cidade , faria de Juiz de Fora, uma das mais importantes metrópoles do Brasil, recebendo investimentos públicos e privados . A cidade se tornaria, novamente, uma referência nacional.

Utopia ? Pode ser. Mas não conheço ninguém que consiga materializar seus sonhos, sem sonhar...O ser humano realiza sonhando. Os que não sonham, dormem acordados...

Continua.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

JUIZ DE FORA PRECISA SER REINVENTADA. UM PACTO PELA CIDADE - I

Juiz de Fora já foi a vanguarda de Minas . Deixou de ser. A cidade não tem a menor importância economica e, os líderes políticos, empresariais e academicos não estão sendo capazes de reverter essa situação. Não por incapacidade pessoal. Mas, sim, pela ação individual e isolada de cada um deles , como veremos a seguir.

A cidade não carece de nomes importantes no cenário estadual e , nacional, que poderiam colocar, no âmbito das reivindicações de politicas públicas, propostas que nos fizessem retomar o caminho do desenvolvimento, de liderança estadual e, principalmente, impor nossas demandas por urgentes e, inadiáveis investimentos no município. Mas isso não é o suficiente. É necessário muito mais que ações politicas isoladas. É necessário um chamamento de todos os segmentos da sociedade, com o objetivo de se preparar e escrever um novo futuro, um novo tempo para Juiz de Fora.



Um pacto pela cidade


Por outro lado, reconhecemos a importância de líderes que tentam, como disse, de forma isolada, levar ao Congresso Nacional e, ao Governo do Estado, algumas de nossas demandas, porém insignificantes no plano da macroeconomia. E, por se tratar de ações individuais e isoladas, não surgem efeito para a necessária e urgente mudança estrutural da cidade . E, por consequência, Juiz de Fora continua caminhando na direção de empobrecimento cada vez mais latente e, pior, perdendo ano a ano, sua importância politica.


Independente de nossas diferenças , e do matiz ideológico sobre o entendimento de como a municipalidade deva ser administrada, nossos líderes lutam pelo município. Reconheço a vontade e, a determinação de todos em construir uma cidade melhor. Mas, reitero, são ações que não transformam e, não mudam a realidade de decadência economica e social de Juiz de Fora.

Refiro-me à liderança de Tarcisio Delgado, Mello Reis, Custódio Mattos, Sebastião Helvécio, Júlio Delgado, Marcos Pestana, Paulo Delgado, e tantos outros que, eleitos, em seu tempo, fizeram e cumpriram seus papeis, tais como Marcello Siqueira, Gabriel Rocha etc. No campo da gestão da mais importante instituição pública da cidade, a UFJF, Margarida Salomão e Henrique Duque são referências para o município. E lógico, Itamar Franco.

Mas infelizmente, a rigor, são ações que nada significam, pois , como já disse, não transformam e, muito menos, preparam e, colocam a cidade no cenário das grandes decisões nacionais, seja no campo das obras públicas, seja no campo dos investimentos privados, esses, fundamentais para a retomada do nosso desenvolvimento economico.

Nossos Deputados defendem e, lutam como todo e qualquer vereador, ou prefeito, de todas as cidades do interior: solicitam (e conseguem) verba para a saúde, verba para asfaltamento, verba para escolas, que significam nada mais do que a receita de um analgésico para um paciente que se encontra em coma. Não curam o paciente. Em outras palavras, não mudam a realidade.


No campo empresarial, infelizmente, não temos ninguém, nenhuma empresa capaz de se impor como força estadual, muito menos nacional, consequência da própria decadência economica da cidade, onde grandes empresas desapareceram ao longo do tempo. As principais industrias instaladas na cidade pertencem a grupos de fora, cujo poder decisório se encontra, por óbvio, em outras capitais.

Me causa muita tristeza, pela pobreza dos argumentos (e dos resultados) , quando vejo o anúncio de que lideranças politicas conseguiram junto ao governo estadual, verba para reforma de escola, verba para posto de saúde, asfaltamento de rua etc., como se fosse um ato importante para o futuro da cidade. Não é, e não é disso que Juiz de Fora necessita. A cidade clama, sim, mas por um grande projeto de desenvolvimento !

Portanto, entendo que todas as demandas que travam nossas lideranças politicas, infelizmente não se traduzem em um projeto maior no campo do desenvolvimento economico e, consequentemente da retomada de sua liderança politica, perdidos nos últimos 40 anos.

O último importante projeto da cidade e, da região, foi o aeroporto regional , infelizmente, abandonado há oito anos ! Nossas lideranças não foram capazes, sequer, de exigir o seu funcionamento. Mesmo que aquela importante obra requeira mais investimentos, nada mais importante nos últimos 20 anos aconteceu na cidade (apesar do aeroporto se localizar em outro município...)

Mesmo com toda a boa vontade dessas ações , Juiz de Fora está sendo sepultada em um mar de politicas públicas que, quando não populistas e equivocadas, atendem tão somente ao exclusivo anseio de quem está no poder. A cidade não se desenvolve . Ela cresce de forma desordenada.

No campo das idéias, ao longo dos últimos 40 anos, o que sempre prevaleceu na cidade foi a disputa politica, sempre no campo pessoal , sem nunca ter havido um projeto concreto para a retomada do desenvolvimento do município.

Mudam os prefeitos, mas não mudam as politicas públicas, a forma de se administrar a cidade. São sempre as mesmas práticas retrogradas : contratação ilegal de apadrinhados para a Amac, acomodação das mesmas forças politicas em cargos do primeiro escalão e, em seguida, as reformas de escolas, postos de saúde, asfaltamento de ruas etc., como se isso pudesse ser traduzido como politicas públicas indutoras para a retomada do desenvolvimento social e economico. Não é e, não passam de uma obrigação da administração pública municipal.

Juiz de fora precisa de decisões maiores, engrandecedoras e, que a façam dar um salto em direção à modernidade, cujo único objetivo é alcançar um padrão de desenvolvimento compátivel com seu potencial, já provado em sua história.

Os mesmos equívocos históricos persistem, eleição após eleição, sendo o maior deles, prefeitos considerarem a prefeitura, como o único instrumento para atender às demandas de uma população carente e empobrecida. Claro que o resultado é esse que assistimos: avanço da pobreza, desemprego, absoluta falta de serviços públicos adequados e, o pior, a perda de poder politico para impor nossas demandas. Mas, individualmente, essas lideranças atingem seus projetos pessoais de manutenção e perpetuação no poder. Nesse sentido são vencedores.

Troca-se de prefeito, mas o discurso não muda, não se inova no campo da administração pública, isto é, demandar ao governo estadual e federal, "obras para o futuro da cidade". Todos sabemos que isso não é futuro. Isso é passado, na medida que, asfaltamento de ruas, construção de escolas e hospitais, é uma obrigação e, que não mudam a essência da vida: a possibilidade do desenvolvimento dos cidadãos, que precisam muito mais que ruas asfaltadas. O que o ser humano precisa é de chances e oportunidades para se desenvolver; ter chance de ser independente e, livre de um emprego politico, para, assim, se colocar numa sociedade competitiva.


JUIZ DE FORA PRECISA COMPREENDER QUE O SEU GRANDE DESAFIO NÃO É O DE SUBSTITUIR SUAS LIDERANÇAS E DIRIGENTES POLÍTICOS, ATÉ PORQUE SÃO SEMPRE OS MESMOS. JUIZ DE FORA PRECISA IMPOR MUDANÇAS ESTRUTURAIS EM UM SISTEMA POLITICO ADMINISTRATIVO QUE DEIXOU DE FUNCIONAR , LEVANDO A CIDADE A ESSE ESTADO DE LETARGIA ECONOMICA E EMPOBRECIMENTO SOCIAL.

Continua.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A CRISE ECONOMICA MUNDIAL E O BRASIL

A quebra do sistema bancário internacional, há cerca de três anos, obrigou o governo americano e, a Comunidade Economica Europeia, a injetar trilhões de dólares e euros em seus bancos para evitar um absoluto colapso no sistema financeiro mundial.

Desde então e, mesmo assim, as economias americana e europeia não conseguem crescer. Em outras palavras, estão paradas, sem criar empregos e, sem conseguir engendrar um novo ciclo de desenvolvimento. Ao contrário, além da estagnação, aumenta-se o déficit público para dar sustentação economica aos seus cidadãos que não conseguem trabalho.

A Grécia foi a primeira a declarar sua falência. Agora, é a Irlanda que avisa sua inadiplência. O governo Obama, numa tentativa desesperada de fazer o país voltar a crescer, injeta USD 600 bilhões no mercado, na esperança que os bancos, que quebraram há três anos, emprestem ainda mais para os consumidores americanos, que com medo de mais crise, puxam a economia para baixo, sem consumir o que seria necessário para o reaquecimento industrial, não só da América, mas como de todo o mundo.

Portugal e Espanha (além da Irlanda), em breve, também não terão como escapar da crise: vão declarar sua total incapacidade de gerir e, honrar suas dívidas externas. Resultado: mais uma vez, a CEE será obrigada, como fez com a Grécia, a injetar centenas de bilhões de Euros nesses países membros da Europa unida monetariamente.

E o futuro ? Poucas perspectivas de recuperação da Europa. Portugal e Espanha não tem o que exportar, muito menos compradores para seus produtos mais conhecidos (?) e, o mercado interno, estagnado, para não dizer em recessão, não propicia chances de retomada de um ciclo de crescimento economico significativo. Portanto, ambos países, sem grande futuro.

A Itália, com déficit público que alcança mais de 110% de seu PIB, também não consegue dinamizar sua economia.

O problema é : como induzir economias de países desenvolvidos como os Estados Unidos, a nação mais poderosa do planeta, à gerar mais riqueza . O país está "pronto". Estradas ? O país é cortado e retalhado pela maior malha rodoviária do mundo. Aeroportos, sistema de saúde, escolar etc., ídem.

França, Inglaterra e Alemanha, na mesma proporção, vivem esses mesmos problemas de nações ricas. Em outras palavras, não há muito o que fazer.

Se observarmos também o Japão, esse país não cresce há décadas, por acúmulo de capital, riqueza e qualidade de vida. Tudo está pronto. Todo mundo tem tudo. O consumo torna-se, literalmente, inelastico, permanecendo absolutamente estagnado.

O mercado imobiliário, termômetro para analise do aquecimento da economia, "acabou" nos Estados Unidos, mesmo com taxa de financiamento, próximo de 3% a.a (!!!), com 35 anos para pagar. Na Europa, os preços já começam a despencar e, o estoque de imóveis, a subir à níveis jamais vistos nos último 10 anos.

No Brasil , ao contrário, os imóveis estão subindo de preço à níveis jamais vistos e, nunca imaginados. No Rio de Janeiro, na Zona sul, os preços já atingem os padrões das grandes capitais europeias e americanas. Um apartamento de dois quartos no Leblon e Ipanema já alcança o inacreditável valor de USD 1 milhão, e com pouquissimas ofertas. As construtoras levantam recursos no mercado de capitais, com a mesma facilidade que o cidadão vai a uma praia. Sobram recursos e, se investe em novas construções Brasil afora. Nunca se viu nada igual.

Alguém ganha com essa estagnação economica dos paises ricos? Pode ganhar o Brasil . País a ser construído. Sobra dinheiro no mundo. Faltam bons projetos. Se o Brasil melhorar o índice de educação de sua população, e baixar os índices de corrupção do Estado e, por fim, aprimorar a legislação trabalhista, poderá ser tornar a mais promissora economia do planeta. Poderemos viver um surto de desenvolvimento duradouro e sustentável .

Poucos países apresentam condições e variáveis tão boas como o Brasil, sobretudo quando analisamos o potencial das obras públicas emergentes (novas estradas, saneamento, aeroportos etc.), mas principalmente pelo mercado interno, formado, hoje, por quase 100 milhões de consumidores (quase uma Itália e França juntas !). Aí moram os grandes atrativos de nosso país, atrelado à uma democracia estável.

Quem perde com a economia ocidental parando ? A China, principalmente, na medida em que os Estados Unidos deixem o dólar derreter em todo o mundo e a Europa não cresça, as exportações chinesas, mais cedo, ou mais tarde, irão despencar. Só não se sabe em quanto tempo a crise chegará à China. Estou convicto, que esse dia não demora muito para chegar.

Enfim, nosso futuro depende de como vamos conduzir o país. Se o homem público brasileiro e, o Estado, que deveria ser o guardião do ideal republicano, evoluírem como avança a tecnologia, o Brasil poderá ser um grande país.

Infelizmente, não posso sonhar tanto. Basta ver o baixo nível intelectual e moral de gente que é eleita para o executivo e, para todos os níveis do legislativo. Pior ainda, a politica em nosso país se tornou um negócio familiar. Pai, mãe, filho, sobrinho tomam conta do pedaço e, só apoiam, e elegem, pai, mãe, filho e sobrinho ! E o mais lamentável, com o voto do povo, que se deixa roubar, resultando, inexoravelmente, com a subtração dos valores republicanos .

Para mim, politica não deveria ser uma profissão, mas sim , vocação. Aos perdedores, como é o meu caso, resta respeitar a decisão de sua excelência, o eleitor, o seu voto. Ponto final.

Nem assim , deixo de acreditar no futuro do Brasil, que está sendo construído pelas nossas mãos e, não por políticos corruptos. As pessoas de bem não querem fazer politica. Ao contrário, se afastam, pois a consideram sinônimo de corrupção, baixo nível e máfia. O futuro do Brasil está em mãos de quem trabalha, menos dos políticos e, muito menos do Estado.

Mas, sonhar com mais eficiência com os nossos impostos, menos corrupção , menos conversa fiada e, mais trabalho, é de graça. O Brasil pode dar certo. Por isso, continuarei sonhado e acreditando.