quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O campo reclama

Reparem que entra ano sai ano, entra governo sai governo, e o que mais se faz neste País é deplorar a situação de abandono a que tem sido relegado a atividade do campo no Brasil. É um quadro que não pode ser debitado apenas ao governo Lula, mas nem por isso o problema haverá de ganhar direito de ser condenado ao perpétuo esquecimento. A rigor, diga-se que a última vez em que se falou sobre prioridade para a agricultura foi em 1961, quando Juscelino deixou o governo, dizendo que, quatro anos depois, pretendendo retornar, todas as atenções e prioridades se voltariam para o campo. O tropeço que em 64 o destino impôs à democracia brasileira impediu aos brasileiros saber se JK cumpriria ou não aquele compromisso.
O que mais tem preocupado é que os governos tendem a praticar a política de preços baixos dos alimentos não com a redução dos impostos ou aplicação de outros estímulos, mas apertando os cintos do produtor. O professor Delfim Netto, que, não se reelegendo ficou dispensado de suspeita de agradar a quem quer que seja, tem chamado a atenção para dificuldades que estão se acumulando e podem, num futuro não muito distante, comprometer as safras. No Sul de Minas, não são poucos os que manifestam disposição de abandonar a terra, porque ela já não compensa.
Programas como o Bolsa-Família e o Fome Zero têm seus méritos e devem ser preservados, mas é preciso cuidar para que sua manutenção não imponha sacrifício aos agricultores, pecuaristas e avicultores. Até por questão de bom senso: se para a produção, não vai adiantar o feijão e o arroz custarem o mínimo; simplesmente porque não haverá feijão nem arroz.
O governo, se quer manter baixos os preços da cesta básica – e é bom que queira –, deve preocupar-se em reduzir a carga tributária, desburocratizar os financiamentos, ampliar as linhas de crédito e garantir assistência técnica ao campo. Se fizer assim, não estará correndo o risco de ofecerer água de uma fonte prestes a secar.

3 comentários:

Anônimo disse...

um pacote de bolacha no Brasil dá 40% do seu valor para o governo... quer dizer: quem compra matéria- prima, fabrica, embala, comercializa, os atravessadores, os comerciantes, e etc... dividem 60% do valor real da bolacha.... com os 40% do governo ele também tem muito o q fazer... garantir um sistema de saúde que é uma M*, pagar altos salários dos político, comprar cadeiras novas para os congressistas, encher as malas de dinheiro q eles mandam pras suas contas nos paraísos fiscais, manter uma infra-estrutura que ta caindo aos pedaços.... quer dizer, tem algo errado nessa estória toda.... o povo ta ferrado, não deve esperar grandes coisas dessa cambada mau-carater que nos governa!!!!

ROGERIO DE MORAES disse...

ENQUANTO NA CHINA, QUEM FRAUDA O LEITE, VAI PRA PRISÃO PERPÉTUA E PENA DE MORTE, AQUI OS POLITICOS ROUBAM, MENTEM RECEBEM MENSALÃO, CORROMPEM ETC E ETC....
E NÃDA, ABSOLUTAMENTE NADA ACONTECE.
SERÁ QUE ESTAMOS MESMO FADADOS A SAIR DE UM GOVERNO DITATORIAL PARA UMA DEMOCRÁCIA DE DESONESTOS?
SERÁ MESMO QUE A CORRUPÇÃO ESTÁ NO NO DNA DA CLASSE POLITICA BRASILEIRA.
JÁ SE DIZIA NA ERA GETULIO VARGAS QUE QUANDO O CAMPO VAI BEM A CIDADE PROSPERA.
QUANDO O CAMPO RECLAMA, É SEM DÚVIDA NENHUMA UM ENORME SINAL AMARELO QUE SE ACENDE, NÃO SÓ NA ÁREA DE ALIMENTAÇÃO, MAS NA SITUAÇÃO SOCIAL.
E EU QUE ACHEI QUE COM BEJANI JÁ TINHA VISTO, O QUE DE PIOR EXISTIA NA HUMANIDADE...
ACABO DESCOBRINDO, QUE TEM BICHO PIOR:
TUCANO DE BIGODE.

Anônimo disse...

Anônimo disse...
um pacote de bolacha no Brasil dá 40% do seu valor para o governo... quer dizer: quem compra matéria- prima, fabrica, embala, comercializa, os atravessadores, os comerciantes, e etc...

p...., e só agora vc viu isso???

demorou heim,,,, Por isso que esta M continua assim

Ass. Voltei